Recivil
Blog

Paternidade Reconhecida

Desde que foi criado, em 2009, o Núcleo de Promoção à Filiação (NPF) do Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas tem sido referência no trabalho de reconhecimento de paternidade, sendo, inclusive, premiado e divulgado pelo Brasil devido ao pioneirismo. E os resultados comprovam a eficácia da iniciativa. Em quase sete anos de fundação, foram mais de cinco mil casos solucionados, preenchendo uma lacuna em milhares de famílias alagoanas e de outros estados. São filhos que nascem sem que o pai se motive a registrá-los em cartório. Em tramitação, há 2 mil processos dessa natureza.

 

A diarista Márcia Noia dos Santos tem 39 anos e mora no bairro de Bebedouro, em Maceió. Há 11 anos, ela teve um rápido relacionamento com um conhecido e engravidou sem planejar. Assim que soube, conta que recebeu um ‘banho de água fria’ ao revelar a novidade ao namorado. “Ele me pediu para abortar e até iria comprar o remédio na farmácia. Eu disse que jamais faria isso com o meu filho e nos afastamos desde então. O garoto nasceu sem que eu tivesse qualquer assistência da parte do pai”, relata.

 

Na época de fazer o registro do nascimento, Márcia lembra que até teve a iniciativa de procurar o ex-namorado para acompanhá-la – sem êxito. Decidiu ir por conta própria ao cartório do bairro onde vive e providenciar o primeiro documento da criança. Ela recorda que não teve qualquer dificuldade para completar o procedimento e diz acreditar que o pai não quis comparecer naquele momento por ter dúvidas da filiação.

 

A criança da diarista é mais uma no universo de milhares que nascem por ano em Alagoas sem que os pais façam o devido reconhecimento cartorário. No caso dela, a oportunidade para reconhecer a paternidade chegou uma década depois, embora algumas tentativas fossem feitas, todas sem sucesso. “Eu sempre falava com o meu ex-namorado para que a gente fosse no cartório e regularizasse a situação. Uma vez até marquei de irmos juntos, mas ele não compareceu e eu pedi para ele pensar no filho dele, embora ele duvide”, comenta.

 

 

Fonte: Gazeta de Alagoas

Posts relacionados

Artigo – União estável e a publicidade registral – Por Sérgio Jacomino

Giovanna
11 anos ago

Comissão discutirá parecer sobre PEC dos juízes de paz

Giovanna
13 anos ago

Conselho proíbe cumulação de pontos por títulos em concurso do TJMS

Giovanna
13 anos ago
Sair da versão mobile