O Sindicato conseguiu ter acesso ao registro do escritor com ajuda do cartório de Cordisburgo
Poeta, diplomata, novelista, romancista, contista, poliglota e médico brasileiro, Guimarães Rosa é considerado um dos mais importantes escritores brasileiros do modernismo, estilo literário caracterizado pela inovação e oposição aos valores estéticos tradicionais. Autor de grandes obras nacionais, veio ao mundo em 27 de julho de 1908 e é natural de Cordisburgo (MG), cidade que guarda com extremo zelo seu registro de nascimento. Esse documento é detalhado pelo Recivil como forma celebrar a semana em que se comemora o Dia da Literatura Brasileira.
A guardiã do tesouro é a oficiala Denise Machado, responsável pelo cartório na cidade natal de Guimarães. “No acervo temos o livro em que ele foi registrado e a gente guarda com muito carinho e cuidado, porque é bem antigo. A gente pode brincar que ele é o xodozinho do cartório”, conta. O registro, feito à mão, está na página nº 7 do livro 1A. No documento constam o nome completo do escritor, João Guimarães Rosa, e de seus pais Florduardo Pinto Rosa e Francisca Guimarães Rosa.
As palavras desenhadas em um livro de cartório, há quase 115 anos atrás, são motivos de orgulho para a população da cidade de Cordisburgo, que preserva elementos da obra e da vida do escritor, como a casa em que ele viveu. Segundo o contador de histórias local, José Osvaldo dos Santos, assim como os admiradores do modernista, Rosa tinha uma adoração especial por sua terra natal.
“Todos os dias pessoas procuram a terra do escritor para visitar a casa onde ele nasceu e saber detalhes da sua vida por aqui. Para mim como um assíduo leitor de sua obra literária, tanto faz bem pra alma quanto adquiro grandes conhecimentos da literatura. As obras são uma das maiores contribuições para a cultura nacional, pois nos mostra, através do cotidiano do povo sertanejo, o quanto é importante a nossa língua”, disse José, que completa seu depoimento lembrando uma célebre frase de Rosa em uma de suas entrevistas: “quer entender a minha obra, vá para Cordisburgo”.
[foto da casa de Guimarães]

LEGADO
Sagarana, livro de contos publicado em 1946, é a primeira obra publicada do modernista. Ao longo de nove contos, o livro narra a realidade do sertão e do sertanejo. Rosa também deixou como legado: Corpo de Baile, Grande Sertão Veredas, Primeiras Estórias, Tutameia, Terceiras Estórias, Estas Estórias e Ave, sendo os dois últimos publicações póstumas.
Além das relíquas literárias, Rosa deixou sua marca como vice-cônsul em Hamburgo, Alemanha. No país, ajudou inúmeras vítimas do nazismo a fugirem. Ainda como diplomata foi nomeado secretário da Embaixada Brasileira em Bogotá, na Colômbia.
Formado em medicina pela UFMG, também serviu como médico voluntário da Força Pública em Belo Horizonte, durante a Revolução Constitucionalista, e trabalhou no mesmo ramo no 9º Batalhão de Infantaria na cidade de Barbacena.

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