Recivil
Blog

Lançada no Recife nova certidão de nascimento

Três bebês nascidos no Hospital Agamenon Magalhães, na Zona Norte do Recife, são os primeiros brasileiros a receber modelo único adotado pelo governo federal com objetivo de evitar falsificação 

Laís Vitória, João Miguel e Joab Gabriel. Com poucos dias de vida, os pequenos pernambucanos nascidos na maternidade do Hospital Agamenon Magalhães, Zona Norte do Recife, foram os primeiros brasileiros registrados com a nova certidão de nascimento adotada pelo governo federal. Além de ter um modelo único para todo o Brasil, o documento é produzido pela Casa da Moeda em papel que evita a falsificação.

Para a mãe de Joab Gabriel, a dona de casa Edilma Deodato da Silva, 15 anos, a certidão é uma prova de cidadania.  É muito importante para mim ver meu filho sair daqui já com um documento. Agora ele é um cidadão brasileiro , destacou.

A entrega dos primeiros registros em novo modelo foi acompanhada pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes, que explicou por que o governo federal escolheu Pernambuco para lançar o novo documento.  É uma forma de homenagear o Estado que mais está avançando no território nacional em uma política proposta pela presidência para o registro civil de nascimento , disse.

Entre os avanços apontados pela ministra está o Programa Minha Certidão, quando o documento é retirado na própria maternidade, sem necessidade dos pais irem a um cartório. Em Pernambuco, 11 unidades de saúde já participam do programa, entre elas o Hospital Agamenon Magalhães. Além de Pernambuco, apenas Mato Grosso realiza o mesmo procedimento no Brasil.

De acordo com Maria do Rosário, o modelo único do documento produzido pela Casa da Moeda, que também confeccionará certidões de casamento e óbito, é o primeiro passo para a erradicação do sub-registro civil no Brasil.

Vamos enfrentar o sub-registro civil, zerando a níveis residuais, o que significa erradicar o problema. Toda criança brasileira ser cidadã desde o momento em que nasce já é um passo fundamental para não termos mais a miséria. E isso começa pelo documento principal de cidadania , afirmou.

Segundo a ministra, no Brasil o sub-registro civil já chegou a 18% em 2003, diminuiu para 12%, em 2007, e caiu para 8% em 2009.  Nossa meta é chegar a níveis residuais, menos de 5%.

De acordo com o juiz-auxiliar da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ricardo Chimenti, além do papel, os cartórios receberão uma certificação digital que facilitará a emissão das certidões.  As certidões antigas continuam valendo. Somente as novas serão emitidas com o novo papel, que impede a fraude , detalhou o magistrado.

O papel utilizado no novo registro tem marca d água e outros itens de segurança que dão maior garantia ao documento.

Fonte: Jornal do Commercio – PE

 

Posts relacionados

Projeto dos concursos em cartórios tem parecer aprovado na CCJ

Giovanna
12 anos ago

Cartórios extrajudiciais da Paraíba podem escolher empresas que desenvolvam softwares para uso do Selo Digital

Giovanna
12 anos ago

Integração do CPF com o registro civil amplia a segurança jurídica

Giovanna
9 anos ago
Sair da versão mobile