Apoiada por nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Ney Matogrosso e Ivan Lins, uma campanha pelo direito ao casamento igualitário civil no Brasil está prestes a ser lançada nas redes sociais do País.
Clique aqui e assista o vídeo.
A proposta, idealizada pelo deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) – colunista do site de CartaCapital -, tem site próprio, depoimento gravado por artistas e uma contagem regressiva para seu lançamento oficial. A mensagem, nos moldes do vídeo que fez sucesso na internet em protesto contra a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, começará a pipocar em sites de relacionamento e blogs daqui a uma semana (saiba mais clicando AQUI).
O projeto de emenda constitucional prevê a garantia do direito ao casamento civil a todas as pessoas, sejam gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais ou heterossexuais. É uma bandeira histórica do movimento gay no Brasil – que pode seguir o exemplo de países como a Holanda, que em 2001 se tornou a primeira nação a reconhecer o direito, Canadá, Espanha, África do Sul, Portugal, Argentina e alguns estados americanos.
Alguns testemunhos em defesa da causa já podem ser lidos – e assistidos – no site criado pelo movimento. “Sou a favor da felicidade das pessoas. Eu acho muito justo que as pessoas, antes de mais nada, sejam felizes, encontrem a felicidade de acordo com suas tendências, com seus pensamentos, seus amores, independente de sexo religião”, diz o cantor Ivan Lis, que vestiu a camisa do projeto.
Atores como Arlete Sales, Sergio Loroza e Cauã Reymond também apoiam a causa, que promete mover uma cruzada na Câmara dos Deputados.
A batalha será árdua. Como é necessária uma mudança na Constituição, a proposta precisa ser examinada pela Comissão de Constituição e Justiça e aprovada por três quintos dos deputados. A iniciativa acontece num momento em que as bancadas religiosa e ruralista da Câmara articulam apoio recíproco em propostas de interesse de cada uma. Juntos, eles formam uma bancada maior que qualquer partido na Casa – e parte da frente evangélica não pode nem ouvir falar em direitos para homossexuais.
Por isso, o deputado tem se dedicado a pedir assinaturas de apoio de colegas e colhido testemunhos de artistas de renome. A ideia é fazer pressão “de fora para dentro” do Congresso – como aconteceu com Belo Monte, com a diferença de que, desta vez, o projeto está ainda em gestação.
Em maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a união estável entre homossexuais. Ainda assim, conforme lembra o deputado, os direitos não estão assegurados por lei própria – que garantiria a inscrição de cônjuges como dependente do INSS, planos de saúde, Imposto de Renda, uso do mesmo sobrenome, financiamento conjunto, pensão alimentícia em caso de separação ou herança em caso de morte. Hoje, os direitos previstos de união estável só são reconhecidos por meio de ações judiciais.
“A proibição do casamento aos homossexuais não só desrespeita esses princípios, priva-nos a gays e lésbicas de uma longa lista de benefícios sociais e nos exclui de uma celebração que tem efeitos ordenadores em nossa cultura”, escreveu o deputado em seu site. “Estamos falando de uma forma de discriminação do mesmo tipo que a exclusão das mulheres do direito ao voto, a proibição do casamento inter-racial, a segregação de brancos e negros, a perseguição contra os judeus e outras formas de discriminação e violência.”
Jean Wyllys define a luta pelo casamento como uma luta “pelo reconhecimento social e político da dignidade e da condição humana das pessoas homossexuais”. “Nos países onde o Estado reconheceu o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, as novas gerações crescem e se educam sabendo que gays e lésbicas não são melhores ou piores do que os heterossexuais, mas apenas diferentes.”
Fonte: Carta Capital
Posts relacionados
ARQUIVOS
- abril 2026
- março 2026
- fevereiro 2026
- janeiro 2026
- dezembro 2025
- novembro 2025
- outubro 2025
- setembro 2025
- agosto 2025
- julho 2025
- junho 2025
- maio 2025
- abril 2025
- março 2025
- fevereiro 2025
- janeiro 2025
- dezembro 2024
- novembro 2024
- outubro 2024
- setembro 2024
- agosto 2024
- julho 2024
- junho 2024
- maio 2024
- abril 2024
- março 2024
- fevereiro 2024
- janeiro 2024
- dezembro 2023
- novembro 2023
- outubro 2023
- setembro 2023
- agosto 2023
- julho 2023
- junho 2023
- maio 2023
- abril 2023
- março 2023
- fevereiro 2023
- janeiro 2023
- dezembro 2022
- novembro 2022
- outubro 2022
- setembro 2022
- agosto 2022
- julho 2022
- junho 2022
- maio 2022
- abril 2022
- março 2022
- fevereiro 2022
- janeiro 2022
- dezembro 2021
- novembro 2021
- outubro 2021
- setembro 2021
- agosto 2021
- julho 2021
- junho 2021
- maio 2021
- abril 2021
- março 2021
- fevereiro 2021
- janeiro 2021
- dezembro 2020
- novembro 2020
- outubro 2020
- setembro 2020
- agosto 2020
- julho 2020
- junho 2020
- maio 2020
- abril 2020
- março 2020
- fevereiro 2020
- janeiro 2020
- dezembro 2019
- novembro 2019
- outubro 2019
- setembro 2019
- agosto 2019
- julho 2019
- junho 2019
- maio 2019
- abril 2019
- março 2019
- fevereiro 2019
- janeiro 2019
- dezembro 2018
- novembro 2018
- outubro 2018
- setembro 2018
- agosto 2018
- julho 2018
- junho 2018
- maio 2018
- abril 2018
- março 2018
- fevereiro 2018
- janeiro 2018
- dezembro 2017
- novembro 2017
- outubro 2017
- setembro 2017
- agosto 2017
- julho 2017
- junho 2017
- maio 2017
- abril 2017
- março 2017
- fevereiro 2017
- janeiro 2017
- dezembro 2016
- novembro 2016
- outubro 2016
- setembro 2016
- agosto 2016
- julho 2016
- junho 2016
- maio 2016
- abril 2016
- março 2016
- fevereiro 2016
- janeiro 2016
- dezembro 2015
- novembro 2015
- outubro 2015
- setembro 2015
- agosto 2015
- julho 2015
- junho 2015
- maio 2015
- abril 2015
- março 2015
- fevereiro 2015
- janeiro 2015
- dezembro 2014
- novembro 2014
- outubro 2014
- setembro 2014
- agosto 2014
- julho 2014
- junho 2014
- maio 2014
- abril 2014
- março 2014
- fevereiro 2014
- janeiro 2014