Aos 14 anos, Rafaelly Wiest, hoje com 31, teve a certeza de que não pertencia ao corpo no qual havia nascido. Fisicamente, era homem, mas se sentia mulher. A partir deste momento, iniciou, de forma independente, um processo de transformação para adequar a aparência à mente. Passou a vestir-se como garota, até tomar hormônios e fazer cirurgias plásticas. Quase 20 anos depois, ela luta para ser mulher de fato e de direito. Entrou na Justiça para assegurar o nome Rafaelly nos documentos de identidade e alterar o sexo de masculino para feminino na Certidão de Nascimento, sem ainda ter passado pela operação de mudança do órgão genital.
O caso de Rafaelly, que luta para alterar a identidade de gênero nos registros civis, faz parte de uma questão que bate à porta do Judiciário brasileiro. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) analisará um pedido do Ministério Público para que o órgão faça uma regulamentação e obrigue os cartórios a mudarem os nomes e o sexo de transexuais e travestis quando solicitado. A matéria também está no Supremo Tribunal Federal (STF), que julgará um recurso em que o requerente pede para alterar a identidade de gênero nos registros civis e servirá de parâmetro para casos futuros.
O pedido, feito ao CNJ pela Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), requer que o órgão regulamente a possibilidade de se substituir o prenome pelo nome social e o sexo das travestis e transexuais no registro de nascimento. Integrante do grupo, o procurador da República Jefferson Dias explica que, para se conseguir a alteração hoje, é necessário entrar na Justiça e encarar um processo que dura anos. “Vários tribunais do Brasil já reconheceram esse direito, que é a troca nos registros sem a necessidade da cirurgia de transgenitalização. Como há jurisprudência pacífica, o CNJ tem de regulamentar um provimento direcionado aos cartórios”, diz.
No documento enviado ao CNJ, há exemplos de tribunais que já permitiram a troca, como o de São Paulo e o do Piauí. Mas Dias diz que a medida precisa ser regulamentada porque há casos em que a solicitação é negada pelos juízes ou aceita em parte, como o caso que está no STF. O recurso extraordinário, que tramita na Corte, é resultado de uma ação proposta ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em que um transexual homem pediu a mudança do nome e do sexo nos registros, apesar de não ter feito a cirurgia para troca do órgão genital.
Fonte: Correio Braziliense
Posts relacionados
ARQUIVOS
- agosto 2025
- julho 2025
- junho 2025
- maio 2025
- abril 2025
- março 2025
- fevereiro 2025
- janeiro 2025
- dezembro 2024
- novembro 2024
- outubro 2024
- setembro 2024
- agosto 2024
- julho 2024
- junho 2024
- maio 2024
- abril 2024
- março 2024
- fevereiro 2024
- janeiro 2024
- dezembro 2023
- novembro 2023
- outubro 2023
- setembro 2023
- agosto 2023
- julho 2023
- junho 2023
- maio 2023
- abril 2023
- março 2023
- fevereiro 2023
- janeiro 2023
- dezembro 2022
- novembro 2022
- outubro 2022
- setembro 2022
- agosto 2022
- julho 2022
- junho 2022
- maio 2022
- abril 2022
- março 2022
- fevereiro 2022
- janeiro 2022
- dezembro 2021
- novembro 2021
- outubro 2021
- setembro 2021
- agosto 2021
- julho 2021
- junho 2021
- maio 2021
- abril 2021
- março 2021
- fevereiro 2021
- janeiro 2021
- dezembro 2020
- novembro 2020
- outubro 2020
- setembro 2020
- agosto 2020
- julho 2020
- junho 2020
- maio 2020
- abril 2020
- março 2020
- fevereiro 2020
- janeiro 2020
- dezembro 2019
- novembro 2019
- outubro 2019
- setembro 2019
- agosto 2019
- julho 2019
- junho 2019
- maio 2019
- abril 2019
- março 2019
- fevereiro 2019
- janeiro 2019
- dezembro 2018
- novembro 2018
- outubro 2018
- setembro 2018
- agosto 2018
- julho 2018
- junho 2018
- maio 2018
- abril 2018
- março 2018
- fevereiro 2018
- janeiro 2018
- dezembro 2017
- novembro 2017
- outubro 2017
- setembro 2017
- agosto 2017
- julho 2017
- junho 2017
- maio 2017
- abril 2017
- março 2017
- fevereiro 2017
- janeiro 2017
- dezembro 2016
- novembro 2016
- outubro 2016
- setembro 2016
- agosto 2016
- julho 2016
- junho 2016
- maio 2016
- abril 2016
- março 2016
- fevereiro 2016
- janeiro 2016
- dezembro 2015
- novembro 2015
- outubro 2015
- setembro 2015
- agosto 2015
- julho 2015
- junho 2015
- maio 2015
- abril 2015
- março 2015
- fevereiro 2015
- janeiro 2015
- dezembro 2014
- novembro 2014
- outubro 2014
- setembro 2014
- agosto 2014
- julho 2014
- junho 2014
- maio 2014
- abril 2014
- março 2014
- fevereiro 2014
- janeiro 2014