Recivil
Blog

TJES limita ganhos de interinos nas serventias extrajudiciais

O corregedor-geral de Justiça, desembargador Sérgio Luiz Teixeira Gama, notificou, nesta quinta-feira (26), os tabeliões interinos do Estado sobre a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que limitou a remuneração em serventias extrajudiciais. A partir de agora, os vencimentos de interinos capixabas não podem exceder R$ 24 mil mensais, isto é, 90,25% do salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ofício foi publicado mais de um mês após a decisão proferida pelo corregedor-nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, anexada à publicação No texto, o magistrado capixaba informou que o sistema da prestação de contas das atividades já está disponível no sítio eletrônico da Corregedoria (www.cgj.es.gov.br).

Sérgio Gama previne ainda os interinos sobre "eventuais responsabilidades funcionais e criminais" no descumprimento da norma. Já que a implantação do limite foi respaldada por decisão do ministro Cezar Peluso, do STF, e de ato administrativo baixado pelo presidente do TJES, desembargador Manoel Alves Rabelo.

Pela nova legislação, o superávit extrajudicial apurado pelas serventias que exceder o limite de R.117,62 mensais deverá ser recolhido ao Poder Judiciário capixaba. Atualmente, o Espírito Santo possui uma das situações cartoriais mais críticas do País. Ao todo, mais de 200 serventias ainda não foi alvo de concurso público ou teve sua situação regularizada com a promulgação da Constituição Federal.

Entre as serventias vagas aparecem importantes cartórios – alguns deles com movimentação superior a casa dos R$ 100 mil mensais. Entre eles, destacam-se os cartórios de 1º Ofício e Tabelionato de Cariacica, Tabelionato de Carapina e Nova Almeida, na Serra, Tabelionato do Ibes e São Torquato, de Vila Velha. Na Capital, aparecem entre as serventias extrajudiciais de 3º Ofício (cartório Fafá), 1º Ofício, 4º Ofício e da 1ª Vara da fazenda Pública Estadual.

Apesar da demora, a medida em cartórios capixabas segue o exemplo de outros tribunais de Justiça do país que já implantaram o sistema de prestação de contas. Um exemplo ocorreu no Tribunal de Justiça do Paraná que baixou ato semelhante no início deste mês.
 

Fonte: Século Diário/ES

 

Posts relacionados

Programa Viação Cipó entrevista Paulo Risso sobre trabalho realizado pelo Recivil

Giovanna
12 anos ago

Comissão Especial do Registro Civil Nacional realiza audiência pública em Belo Horizonte

Giovanna
11 anos ago

“Escritura pública de pacto antenupcial para maiores de 70 anos” é abordada durante o Simpósio do CNB-MG

Giovanna
12 anos ago
Sair da versão mobile