O Corregedor-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça do Acre desembargador Arquilau Melo trabalha com uma comissão especial formada por servidores do Poder Judiciário Acreano para, nos próximos 30 dias dar início ao concurso público para privatização de todos os cartórios de notas e de registro do Estado, cumprindo decisão do Conselho Nacional de Justiça que deu prazo de 60 dias para regulamentar o funcionamento dos cartórios para o setor privado.
A Comissão, montada por Arquilau Melo está coletando informações de todos os cartórios do Estado preparando um amplo relatório sobre a situação de cada unidade: quanto arrecada, seus gastos com pessoal, energia e telefone.
O dossiê servirá de base para montar o concurso público de provas e títulos para a seleção dos habilitados a administrarem e gerenciarem os cartórios que passam a ser privados. O Acre conta hoje com 97 serventias extrajudiciais distribuídas nos 22 municípios e com 169 servidores atuando no setor.
A expectativa do desembargador é de que em 30 dias seja aberto o concurso público para escolha dos novos responsáveis pelos cartórios, mas para que isso aconteça, o Tribunal de Justiça está se cercando de alguns cuidados para evitar problemas como os ocorridos em estados vizinhos como Rondônia, Tocantins e no Amapá, onde houveram casos de cartórios privatizados e depois devolvidos, além de algumas comarcas de cidades pequenas onde o poder público continua responsável pelos cartórios.
Nossa situação é bem melhor, mas não queremos repetir erros de locais onde só foram privatizados os cartórios efetivamente lucrativos, onde foi realizada uma privatização pela metade. Por isso temos uma preocupação em realizarmos o concurso com condições equilibradas, para que os novos administradores tenham lucros, mas também para que o poder público, principalmente o cidadão, não seja prejudicado, defende Arquilau Melo.
Uma das medidas tomadas, além do levantamento da situação de cada cartório do Estado, deve ser a visita em loco de algumas comarcas dos estados vizinhos por membros da comissão especial para verificar seu funcionamento. Além disso, uma ampla discussão sobre o assunto deve ser realizada no âmbito do Poder Judiciário Acreano.
Vamos nos cercar de todas as informações para termos um concurso de provas e títulos, provavelmente sob a coordenação de um instituto de renome, que garanta o bom funcionamento dos nossos cartórios, disse o desembargador.
O Presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Samoel Evangelista, disse ontem que os servidores que atuam nos cartórios de todo o Estado e que são da carreira do judiciário, não serão prejudicados em sua carreira, devendo serem remanejados para outros setores do Tribunal.
Os servidores de cargos efetivos do Tribunal de Justiça não sofrerão prejuízos na privatização dos cartórios e não serão exonerados, mas remanejados para outras áreas de trabalho, continuando normalmente na carreira, disse Samoel Evangelista.
Taxas equilibradas
Outra preocupação de Arquilau Melo refere-se à situação do funcionamento dos cartórios do ponto de vista das taxas a serem cobradas no novo sistema. A prioridade do desembargador é o equilíbrio entre a garantia do lucro dos administradores dos cartórios e também taxas dentro da realidade do cidadão, evitando assim as custas exorbitantes.
Arquilau Melo cita, como exemplo, o fato de que hoje o TJ arrecada cerca de R$ 3,2 milhões por ano nos cartórios e gasta R$ 5,2 milhões só com pessoal. Ele entende que o particular não deve manter os mesmos salários pagos hoje pelo TJ, mas defende uma equidade nos preços das taxas e que garanta também o bom funcionamento do sistema, que será fiscalizado pelo Poder Judiciário.
Para isso, precisaremos, por exemplo, encaminhar uma lei à Assembléia Legislativa para delimitar os preços das taxas, para se ter um equilíbrio entre o lucro e garantia de um bom atendimento ao cidadão, além de definirmos quantos cartórios funcionarão em cada município, disse o desembargador.
Concurso será rigoroso
Como espera realizar o concurso de provas e títulos para seleção dos novos administradores dos cartórios em 30 dias, Arquilau Melo também tem a preocupação de garantir que o concurso preencha os requisitos legais e garanta o funcionamento dos cartórios em todas as unidades judiciárias do Estado.
Para que isso aconteça, uma das propostas é estabelecer critérios para a distribuição desses cartórios, como por exemplo, a escolha a partir da classificação no concurso.
Nós estamos analisando a questão dentro dos modelos que estão em funcionamento no país e vamos trabalhar para evitar problemas como acontecidos em outros estados, onde houve, inclusive, devolução de cartórios, o que não queremos que aconteça, diz.
Para evitar esse tipo de problemas, o Tribunal de Justiça do Acre já definiu que as unidades só serão transferidas para a iniciativa privada após a implantação do sistema dentro das necessidades da justiça acreana.
Pensamos, inicialmente, em um prazo de 60 dias para a instalação dos novos cartórios, dentro das especificações que estabeleceremos no edital do concurso. Se nesse prazo o cartório não for estabelecido nas condições necessárias, o nome seguinte da lista de aprovados deve ser convocado. O importante é garantirmos um serviço eficiente e um bom atendimento ao cidadão e é para isso que estamos trabalhando, disse Arquilau Melo.
Critérios para concorrer aos cartórios privados
Para participar do concurso de privatização dos cartórios – cargos de registradores ( pessoas naturais, imóveis, títulos e documentos) e tabeliães, de acordo com a Lei Federal 8.935, de 18 de novembro de 1994, art. 14, os interessados precisam cumprir alguns requisitos legais, os principais são os seguintes:
-habilitação em concurso público de provas e títulos;
-nacionalidade brasileira;
-capacidade civil (18 anos Código Civil art. 5º);
-quitação com as obrigações eleitorais e militares;
-diploma de bacharel em direito;
-verificação de conduta condigna para o exercício da profissão.
Fonte: http://www.tj.ac.gov.br
Posts relacionados
ARQUIVOS
- agosto 2025
- julho 2025
- junho 2025
- maio 2025
- abril 2025
- março 2025
- fevereiro 2025
- janeiro 2025
- dezembro 2024
- novembro 2024
- outubro 2024
- setembro 2024
- agosto 2024
- julho 2024
- junho 2024
- maio 2024
- abril 2024
- março 2024
- fevereiro 2024
- janeiro 2024
- dezembro 2023
- novembro 2023
- outubro 2023
- setembro 2023
- agosto 2023
- julho 2023
- junho 2023
- maio 2023
- abril 2023
- março 2023
- fevereiro 2023
- janeiro 2023
- dezembro 2022
- novembro 2022
- outubro 2022
- setembro 2022
- agosto 2022
- julho 2022
- junho 2022
- maio 2022
- abril 2022
- março 2022
- fevereiro 2022
- janeiro 2022
- dezembro 2021
- novembro 2021
- outubro 2021
- setembro 2021
- agosto 2021
- julho 2021
- junho 2021
- maio 2021
- abril 2021
- março 2021
- fevereiro 2021
- janeiro 2021
- dezembro 2020
- novembro 2020
- outubro 2020
- setembro 2020
- agosto 2020
- julho 2020
- junho 2020
- maio 2020
- abril 2020
- março 2020
- fevereiro 2020
- janeiro 2020
- dezembro 2019
- novembro 2019
- outubro 2019
- setembro 2019
- agosto 2019
- julho 2019
- junho 2019
- maio 2019
- abril 2019
- março 2019
- fevereiro 2019
- janeiro 2019
- dezembro 2018
- novembro 2018
- outubro 2018
- setembro 2018
- agosto 2018
- julho 2018
- junho 2018
- maio 2018
- abril 2018
- março 2018
- fevereiro 2018
- janeiro 2018
- dezembro 2017
- novembro 2017
- outubro 2017
- setembro 2017
- agosto 2017
- julho 2017
- junho 2017
- maio 2017
- abril 2017
- março 2017
- fevereiro 2017
- janeiro 2017
- dezembro 2016
- novembro 2016
- outubro 2016
- setembro 2016
- agosto 2016
- julho 2016
- junho 2016
- maio 2016
- abril 2016
- março 2016
- fevereiro 2016
- janeiro 2016
- dezembro 2015
- novembro 2015
- outubro 2015
- setembro 2015
- agosto 2015
- julho 2015
- junho 2015
- maio 2015
- abril 2015
- março 2015
- fevereiro 2015
- janeiro 2015
- dezembro 2014
- novembro 2014
- outubro 2014
- setembro 2014
- agosto 2014
- julho 2014
- junho 2014
- maio 2014
- abril 2014
- março 2014
- fevereiro 2014
- janeiro 2014