Nascido em 1964, no interior do Tocantins, o agricultor conhecido apenas como Jairo receberá, amanhã, às 15 horas, no 2º Cartório de Registro Civil e Tabelionato de Notas de Goiânia, sua primeira carteira de identidade. Segundo ele, este é apenas um de uma série de documentos pessoais que nunca teve coragem de fazer por “vergonha e medo”. O incentivo para regularizar sua situação civil foi dado a Jairo por membros da igreja que frequenta, a qual, assim como outras entidades religiosas em todo o Estado, foi acionada por membros da Comissão da Campanha de Mobilização pela Certidão de Nascimento, deflagrada em nível nacional pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e alavancada em Goiás pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-GO), sob a coordenação do 4º juiz-corregedor, Wilson Safatle Faiad.
“Com o apoio do pessoal da igreja que frequento, procurei para a Corregedoria, mas tremendo de medo e morrendo de vergonha. Me considerava um fora-da-lei, pensei que teria de pagar muitas multas e que corria sérios riscos de ter complicações. Somente aqui fui informado de que as coisas eram mais simples. Então me dei conta de quanto tempo perdi”, relata Jairo, que de sua história sabe muito pouco: seus pais já morreram há muito tempo e seus irmãos “estão perdidos por aí no mundão”. Sem saber explicar o motivo pelo qual nunca foi registrado, ele afirma que nunca fez consultas médicas ou odontológicas, jamais votou e nem pôde se casar oficialmente com a mulher com quem vive.
“Agora vou exigir todos os meus direitos, inclusive o de ser enterrado dignamente, quando morrer”, comenta, não sabendo informar se já foi vacinado alguma vez na vida. Para sobreviver, Jairo sempre trabalhou em plantações, como meeiro, condição à qual atribui o fato de nunca ter necessitado de carteira de trabalho ou conta no banco. Mas mesmo ele se impressiona por nunca ter encontrado empecilhos maiores em razão da falta de documentos. “Já viajei entre os Estados e nunca me pararam, nunca me pediram documentos. E assim, fui vivendo. Isso me incomodava, mas eu achava que seria muito complicado”, salienta.
Fonte: TJGO
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