Até agora, 25 dos quase 160 livros que compõe o acervo do Registro Civil de São Luiz do Paraitinga já foi restaurado. Trabalho deve durar ainda mais uma semana.
O trabalho de restauração do acervo do cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais de São Luiz do Paraitinga segue a todo vapor na empresa JS Gráfica, contratada pela Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP) para o trabalho de reconstrução dos livros devastados pela enchente que inundou o centro histórico da cidade no último dia 1° de janeiro, na virada do ano de 2010.
Até o momento, 25, dos quase 160 livros que compõe o acervo salvo da serventia já foram finalizados. “Tudo o que chegou aqui vai ser possível ser restaurado”, disse Luís Mendes, coordenador do trabalho que está sendo realizado em São Paulo. “Faltarão apenas algumas páginas de alguns livros que se perderam no próprio local, danificadas pela enchente”, lembrou. “O maior problema é o tempo, pois quanto mais a lama fica no livro molhado, mais dificulta seu restauro, por isso estamos trabalhando em mutirão neste processo”, afirmou.
Desde quinta-feira (07.01), quando os livros chegaram à Gráfica, uma verdadeira operação de guerra foi montada pela empresa. Dez pessoas trabalham exclusivamente no processo, inclusive aos finais de semana. Um enorme espaço foi destinado à montagem de um amplo varal de secagem de folhas. Uma estufa, com ventilador completa a estrutura montada para a secagem, que ainda conta com o auxílio do sol e do vento, que contribuem para agilizar o trabalho dos restauradores. “Já tinha visto desabamentos, que provocaram danos, livros molhados, mas com água limpa. Agora, igual a isso aqui, nunca tinha visto um estrago assim antes”, destaca Mendes.
Passo a passo do trabalho de restauração
O trabalho de restauração é feito quase que exclusivamente de forma manual. Folha por folha, livro por livro. O primeiro passo é retirar a capa daqueles livros que ainda possuem uma. Em seguida, o livro é mergulhado em um galão de água limpa. Logo depois, prende-se os livros entre duas placas de alumínio e estes são colocados em uma prensa, que elimina o excesso de lama. Um rápido banho de vap, com o livro prensado, remove grande parte do barro que toma conta de cada um dos livros de registro civil de São Luís do Paraitinga.
Os passos seguintes são mais minuciosos. O livro é retirado da prensa e cada folha é cuidadosamente separada, limpa com esponja e pano seco, para mais uma vez retirar o excesso de lama. Como forma de agilizar o processo de secagem, as folhas podem ser grampeadas em placas de alumínio e expostas ao sol, ou ainda penduradas nos varais montados na Gráfica, um deles conta ainda com ventilador.
Com as folhas secas, o livro é remontado, página por página, colocado em ordem numérica e alinhado. O passo seguinte é levá-lo para a guilhotina, onde é refilado em 2 milímetros, estando finalmente pronto para ser novamente encapado e reencadernado. O toque final é borrifar uma mistura de talco e cal, para evitar o mofo, a umidade e melhorar o cheiro. “Cada livro requer umas cinco horas de dedicação exclusiva e acaba por envolver a participação de quatro pessoas, diz Mende. É uma maratona constante”, finaliza.
Fonte: Arpen-SP
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