Rio Casca (MG) – Nos dias 14 e 15 de dezembro, a equipe de Projetos Sociais do Recivil participou de um mutirão de documentação realizado com urgência pelo Ministério Público Itinerante (MPI) para atender o município de Rio Casca e seus distritos. A região foi atingida por fortes chuvas no dia 4 de dezembro. Inundações, enchentes e deslizamento deixaram centenas de pessoas desabrigadas.
O rio que corta a região transbordou com as fortes chuvas.
De acordo com levantamento do corpo de bombeiros, a água chegou a dois metros de profundidade nas ruas, levando casas e automóveis nas correntezas. A população perdeu seus pertences, incluindo os documentos. O Ministério Público Itinerante, que tem o Recivil como parceiro desde 2010, organizou um mutirão de documentação de urgência para atender a necessidade dos municípios. Foram necessários dois dias de mutirão para atender a cidade de Rio Casca e o distrito de Vista Alegre, que ficou praticamente destruído.
O Recivil atendeu mais de 200 pessoas atingidas pela tragédia.
O projeto atendeu 228 pessoas, dentre elas, a faxineira Maria Aparecida Oliveira, que estava dormindo no momento da enchente. A casa de Maria Aparecida foi a primeira a ser atingida pelas águas do rio. Ela, que tem cinco filhos, conta como foi o desespero de tentar salvar a própria vida e a das crianças.
Maria Aparecida foi a primeira ser surpreendida pelas águas do rio e perdeu tudo.
“Eu não vi o rio enchendo porque estava dormindo. Só me lembro do vizinho me acordando, batendo na minha janela e avisando que o rio tinha enchido. Eu levantei correndo e chamei os meninos. Quando cheguei ao corredor, a água já tinha tomado conta da cozinha e da sala e eu fiquei sem passagem. O rapaz que me acordou me pediu pra entregar minha filha de 4 anos pra ele, colocou ela no pescoço e saiu nadando. Eu e meus outros filhos saímos pela janela do quarto. Não deu tempo de pegar nada, fui a última a sair, pulamos a janela e enfrentamos a água. Não tenho documento nenhum”, contou ela.
Maria Aparecida pediu a segunda vida da certidão e com ela conseguiu emitir também a identidade. Os cinco filhos de Maria Aparecida também tiraram a segunda via das certidões.
A registradora civil de Rio Casca, Darcíria Fonseca Vieira Braga Pereira, recolheu doações para as vítimas.
A registradora civil de Rio Casca, Darcíria Fonseca Vieira Braga Pereira, que atendeu a população durante o projeto, lembra detalhes do dia da tragédia. “Foi uma enchente numa proporção nunca vista na história da cidade. Tudo começou muito de repente e pegou todo mundo desprevenido. Bem cedo começou uma chuva muito forte e o rio encheu de repente. A maioria das pessoas saíram de casa com a roupa do corpo e sem os documentos, o importante era salvar a vida mesmo. Estamos todos em estado de choque ainda. Esse projeto será muito importante para a população começar a retomar a vida”, disse a oficiala.
A oficiala recolheu doações para os desabrigados.
A água que atingiu 2 metros de altura invadiu as casas.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Recivil (Jornalista Renata Dantas)
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