Médio Jequitinhonha (MG) – O Recivil esteve entre os dias
A viagem faz parte da Quarta Etapa do Projeto Caravana da Assistência Social. A equipe esteve nas cidades de Francisco Badaró, Chapada do Norte, Berilo, Minas Novas, José Gonçalves de Minas, Virgem da Lapa, Jenipapo, Turmalina e Leme do Prado atendendo 3472 pessoas, que foram à procura de segundas vias de certidões de nascimento, casamento e óbito, reconhecimento de paternidade, registro, informações sobre o Programa Bolsa Família, emissão de carteira de identidade (em parceria com o Instituto de Identificação), CPF (em parceria com a CEF) e carteira de trabalho (em parceria com o DRT).
Nos nove dias em que a equipe esteve atendendo as pessoas da região, foram emitidas 1147 segundas vias de certidão de nascimento, 154 segundas vias de certidão de casamento, 06 segundas vias de certidão de óbito, 25 reconhecimentos de paternidade, 08 registros, 02 requerimentos de registro tardio e 01 requerimento de registro de óbito.
O presidente do Recivil que esteve nas cidades de José Gonçalves de Minas, Virgemda Lapa e Leme do Prado, está achando o trabalho excelente. “A cada dia que passa acho que está melhor o nosso trabalho. Além de dar apoio total aos oficiais, é fundamental nós irmos até onde eles estão, ver as necessidades que eles estão precisando. Cada vez eu fico mais contente, porque sabemos que existem muitas pessoas carentes que precisam de documento; o governo deu essa oportunidade da gente ser o executor do trabalho e tenho certeza que vamos executar esse trabalho com bastante competência”.
Prefeitos e oficiais colaboram com o trabalho
Os prefeitos e oficiais de registro civil das cidades receberam muito bem a equipe do Recivil e ajudaram bastante para que os eventos realizados fossem um sucesso. Alguns deles fizeram questão de comparecer e acompanhar pessoalmente os atendimentos.
A coordenadora dos Projetos Sociais do Recivil, Maria Cecília, parabenizou e agradeceu a todos. “Quero parabenizar os municípios e os governos locais do Médio Jequitinhonha onde realizamos esta quarta etapa pelo brilhante trabalho que eles têm feito na região. Quero também parabenizar o Paulo Risso pela iniciativa de estabelecer esta iniciativa com o governo do Estado e também agradecer os oficiais de registro civil que têm contribuído em muito com este projeto”.
Para o prefeito de Jenipapo de Minas, Edson Honorato Figueiro, o evento é de fundamental importância. “Esse trabalho vem auxiliar a prefeitura no resgate à cidadania da nossa população”. O oficial, João Luiz Pinheiro também compartilha a mesma opinião. “O evento é de suma importância, principalmente aqui na região que é de muita carência e é muito justo que iniciativas assim sejam tomadas”, explica.
Um dos maiores problemas relatados por alguns prefeitos para a existência do sub-registro é a grande extensão territorial dos municípios e a existência de muitas comunidades rurais e quilombolas. Em Chapada do Norte, segundo o prefeito, 70% do município é formado pela zona rural. Há também 18 comunidades quilombolas no município. “O pessoal tem dificuldade de acesso à cidade, porque nós não temos transporte. Muitas pessoas idosas de comunidades quilombolas e das comunidades rurais do município não possuem registro. Acho que isso se dá pela origem das comunidades, as pessoas antes não davam importância para estas coisas, achavam que documento era só para quem fosse trabalhar como funcionário público”, explica o prefeito Everaldo Eustáquio Pereira.
O prefeito de Minas Novas, José Henrique Gomes Chavier, compareceu ao Ginásio Poliesportivo, onde foram feitos os atendimentos e achou muito importante a iniciativa. “Pra nós é muito importante porque estamos localizados no coração do Vale do Jequitinhonha e temos todo tipo de demanda, de carência, inclusive da cidadania. Nosso município tem
Moradores vão à procura da documentação civil básica
Muitos moradores das cidades, das zonas rurais e de comunidades quilombolas compareceram aos eventos. Em Jenipapo de Minas, João dos Santos, de 78 anos, pai de 34 filhos, foi ao evento para registrar em seu nome 24 filhos. Ele ainda não havia registrado os filhos porque, segundo ele, quando foi registrar o primeiro filho, o cartório não registrava já que a sua mulher tinha que assinar. “Então fui deixando. Hoje estou independente porque estou divorciado e vim registrar. Eu acho ruim eles não terem minha assinatura, porque toda vida eles gostaram de fazer a coisa certa”.
Um caso que chamou a atenção da equipe foi o registro tardio de um adolescente de 17 anos. Sua mãe, Maria Rodrigues de Miranda, de 46 anos, compareceu ao Ginásio Poliesportivo para registrar seu filho, que com 17 anos ainda não tinha sido registrado. “Ele ainda não era registrado por falta de capricho minha que não registrei ele, (risos) resolvi registrar porque ele já está virando rapazinho, quer ir para São Paulo e não tem o registro”. Ela ainda afirma que já foi prejudicada por não ter feito o registro do filho. “Não fiz a inscrição pro Bolsa Escola porque não tinha o registro dele”.
Dos oito registros que foram feitos durante a Quarta Etapa da Caravana, um que emocionou o presidente e a coordenadora dos Projetos Sociais do Recivil, que estavam presentes e acompanharam o registro, foi o de um casal de gêmeos, de um ano e três meses de idade, na cidade de José Gonçalves de Minas. A mãe das crianças, Maria das Graças de Paula Lima, de 21 anos, ainda não tinha feito o registro porque o pai das crianças quer fazer o exame de DNA, mas, segundo ela, “nunca faz”. Através da rádio da cidade, Maria das Graças ficou sabendo sobre o evento realizado pelo Recivil e resolveu registrar os filhos sem o nome do pai. Ela inclusive chorou ao registrar os filhos. “A melhor coisa do mundo é o registro dos filhos. Fico muito triste pelo pai não registrar os filhos, mas estou muito feliz em poder registrá-los hoje”.
A próxima etapa da Caravana da Assistência Social está programada para os dias 20
Fonte: Assessoria de Comunicação do Recivil
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