No mês de agosto o ônibus da cidadania do Recivil percorreu mais de 800 km e realizou nas cidades de Materlândia, Sabinopolis e Santa Maria de Itabira a 1ª etapa de 2011 do projeto “ Registro Civil Quilombola e Indígena é direitos humanos”.
A equipe realizou durante os dias 10, 11 e 12 de agosto mutirões de cidadania em quilombos situados nos municípios do leste de Minas Gerais.
De acordo com Andrea Paixão, coordenadora da equipe de projetos sociais do Recivil, a primeira etapa alcançou os resultados esperados. “Foi maravilhoso atender esse público receptivo e amável. A população quilombola recebeu o Recivil com muita alegria e satisfação. Num certo momento os quilombolas fizeram até uma apresentação de dança para nos agradecer. Atender às comunidades quilombolas e levar a cidadania a estas pessoas simples e que tanto precisam é muito gratificante, é o que faz valer a pena o nosso trabalho”, comentou Andrea.
A oficiala de Santa Maria de Itabira, Kirley Cardoso Ferreira, recebeu a equipe do Recivil para a realização do último dia de mutirão. “Gostei de ter participado desta primeira etapa. Acho o projeto muito válido. Já realizamos uma edição deste projeto no ano passado, desta vez a procura foi menor, mas justamente porque muitos quilombolas participaram da primeira edição e já estavam com a documentação em dia. O pessoal do quilombo gostou demais. Este tipo de evento é o que tem contribuído para diminuir o índice do sub-registro na nossa região”, explicou Kirley.
Oficiala de Santa Maria de Itabira, Kirley Cardoso Ferreia, recebeu a equipe do Recivil e participou do último dia de mutirão.
“Sugiro que o sindicato realize um mutirão da cidadania no centro da cidade de Santa Maria, e não apenas no quilombo. Percebo aqui que muitas vezes as pessoas têm dificuldades em procurar o cartório. Uma boa parte da população daqui não sabe direito o que é um documento civil ou a importância dele, porque vivem na roça e quase não usam os documentos. De repente o projeto realizado na cidade conseguiria abranger uma população maior”, sugeriu a oficiala.
Veja os atendimentos realizados nesta etapa:
10/08/2011 – Materlândia, MG
Comunidade São Domingos e Comunidade Bufão
Certidão de Nascimento- 29
Certidão de Casamento- 03
TOTAL 33
11/08/2011 – Sabinópolis, MG
Comunidade Córrego Mestre
Certidão de Nascimento- 35
Certidão de Casamento- 09
Certidão de Óbito- 01
TOTAL 45
12/08/2011 – Santa Maria de Itabira,MG
Certidão de Nascimento- 30
Certidão de Casamento- 12
TOTAL 42
*TOTAL GERAL: 120 atendimentos.
Saiba mais sobre os quilombos
Tradicionalmente, os quilombos eram das regiões de grande concentração de escravos, afastados dos centros urbanos e em locais de difícil acesso. Embrenhados nas matas, selvas ou montanhas, esses núcleos se transformaram em aldeias, dedicando-se à economia de subsistência e às vezes ao comércio, alguns tendo mesmo prosperado. Existem registros de quilombos em todas as regiões do país. Primeiramente um destaque especial ao estado de Alagoas, mais precisamente no interior do estado na cidade de União dos Palmares, que até hoje concentra o principal e maior quilombo que já existiu: o quilombo dos Palmares. Segundo os registros existem quilombos nos seguintes estados brasileiros: Pernambuco, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo.
Os seus habitantes, denominados de "quilombolas", eram originalmente agrupamentos de ex–escravos fugidos de seus senhores desde os primeiros tempos do período colonial. Em algumas épocas e locais, tentaram reproduzir a organização social africana, inclusive com a escolha de reis tribais.
Embora a escravidão no Brasil tenha sido oficialmente abolida em 13 de maio de 1888, alguns desses agrupamentos chegaram aos nossos dias, graças ao seu isolamento.
A maioria dos quilombos tinha existência efêmera, pois uma vez descobertos, a sua repressão era marcada pela violência por parte dos senhores de terras e de escravos, com o duplo fim de se reapossar dos elementos fugitivos e de punir exemplarmente alguns indivíduos, visando atemorizar os demais cativos.
Nos últimos anos as populações quilombolas voltaram a ser valorizadas pelos governantes e hoje são aceitas como parte fundamental da cultura do país.
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