Recivil
Blog

Privatização de cartórios da Bahia será votada até 4 de julho

Cartórios da Bahia não conseguem atender de forma satisfatória e as grandes filas, disputas por senha e reclamações se tornaram frequentes

Os deputados estaduais votam até o dia 4 de julho o projeto de lei (PL) que propõe a privatização dos cartórios extrajudiciais da Bahia. Às 14h de amanhã, a presidente do Tribunal de Justiça do estado (TJ), desembargadora Telma Britto, se reúne com lideranças da Assembleia Legislativa (AL) para tentar acabar com um impasse que impede a votação do PL 18.324 desde 2009.

A principal divergência entre os deputados e o TJ, que enviou a matéria à AL, é sobre o ritmo com que devem ser privatizados os 1.549 cartórios extrajudiciais da Bahia, responsáveis pelo atendimento à população. O tribunal prefere ir à marcha lenta, seguindo determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Conselho orientou que o Judiciário baiano comece privatizando os 614 cartórios que não têm tabeliães titulares e são chefiados por substitutos lotados em outras unidades.

“Os outros 935 cartórios seriam privatizados gradativamente, à medida que a titularidade for ficando vaga”, explicou o juiz assessor da presidência do TJ para assuntos institucionais, Ricardo Schimdt. Os novos chefes de cartórios seriam escolhidos por concurso público. Este foi o modelo de privatização adotado nos demais estados – a Bahia é o único onde os cartórios ainda são geridos pelo poder público.

Assembleia
Já o relator do PL, deputado Zé Raimundo (PT), propõe que a privatização seja imediata e universal. O petista sugere que após a sanção da lei, os tabeliães titulares optem entre assumir a chefia dos cartórios – pedindo a exoneração do serviço público e se tornando empresários – ou permanecer como funcionários do TJ, com outros cargos. “Nas unidades onde o titular optar por não assumir, haverá abertura da seleção pública”, disse Zé Raimundo.

Financiamento
Há mais divergências sobre a matéria, só que dentro da AL. Os deputados debatem a criação do Fundo Especial de Compensação (Fecom). O fundo seria mantido através do pagamento de taxas pelos cartórios mais rentáveis para financiar os menos lucrativos. “O projeto prevê o repasse de 30% da arrecadação mensal de cada unidade”, disse o relator. Os parlamentares, porém, não chegaram a um acordo sobre o percentual.

Segundo o petista, os cartórios de registro civil são menos rentáveis porque muitos serviços são gratuitos, como emissão de certidão de nascimento. Segundo o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia (Sinpojud), das 1.549 unidades, apenas 174 arrecadaram mais que R$ 10 mil por mês no ano passado. A entidade concorda com o modelo proposto pelo TJ.

Ricardo Schmidt também defendeu a criação do Fecom. “Ao contrário dos cartórios de imóveis e tabelionatos, nos de registro civil provavelmente haverá pouca concorrência para assumir”, afirmou.

Gestão
Segundo Schmidt, a privatização das unidades não será definitiva. Caso o selecionado para administrar uma unidade desista do negócio, ele não pode “vendê-la”. O cartório volta para o TJ e passa por nova seleção. “Os serviços terão os mesmos preços praticados atualmente e quem quiser aumentar terá que pedir ao Tribunal”, esclareceu.  A privatização dos cartórios baianos foi determinada pelo CNJ em 2008, quando a corregedoria do órgão encontrou mais de 40 problemas no Judiciário da Bahia.

 

Fonte: Correio 24 horas

 

 

Posts relacionados

Sorteio desempata serventias inscritas para remoção no Espírito Santo

Giovanna
12 anos ago

CNJ julga nesta terça processo contra Luiz Zveiter

Giovanna
12 anos ago

Filha adotiva de militar, mesmo sem comprovar adoção formal, tem direito à pensão

Giovanna
12 anos ago
Sair da versão mobile