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Presidente do Chile envia ao Congresso polêmico projeto de casamento igualitário

SANTIAGO – A presidente chilena, Michelle Bachelet, deu nesta segunda-feira, 28, mais um passo em seu ambicioso plano de reformas sociais, ao enviar para o Congresso o projeto de lei de casamento igualitário. O texto contempla a prática de adoção por parte de casais homossexuais.

 

O projeto prevê a reformulação da definição atual de matrimônio – hoje estabelecida como a união entre um homem e uma mulher. Com isso, o casamento passaria a ser entendido como uma "união entre duas pessoas", disse a presidente socialista, ao assinar o documento em meio à celebração das organizações sociais que acompanharam o ato.

 

"Os preconceitos antigos não podem ser mais fortes do que o amor. Por isso, e tal como me comprometi, hoje, o Chile dá um passo histórico ao firmar o projeto de lei de casamento igualitário", declarou.

 

A presidente, que deixa o cargo em março de 2018, lembrou que, em abril de 2015, o país já havia dado um "passo enorme", ao aprovar o Acordo de União Civil. Esse texto foi considerado uma prévia para a "igualdade" que deverá vir com o projeto despachado por seu gabinete nesta segunda.

 

Até agora, 13,5 mil casais – entre eles 3.082 homossexuais – foram beneficiados por esse Acordo de 2015.

 

Uma família é "mais do que nomes" e inclui a possibilidade de que o vínculo ultrapasse gerações. Por isso, o novo projeto contempla "que uma criança poderá ser adotada indistintamente por um casal heterossexual, ou homossexual, pelo único fato de serem cônjuges, sem necessidade de modificar a lei de Adoções", afirmou Bachelet.

 

Também fica eliminada a questão do comportamento homossexual como causa de divórcio e se anula o requisito de referência de sexo para validar no Chile um casamento realizado fora do país.

 

Com o envio do projeto ao Congresso, de maioria governista, inicia-se um longo processo que deve ser concluído na próxima gestão.

 

Na semana passada, Bachelet celebrou que o Tribunal Constitucional (TC) tenha dado sinal verde para o projeto de aborto terapêutico, promovido pela presidente e aprovado pelo Congresso após dois anos e meio de trâmite. / AFP 

 

 

Fonte: Estadão

 

 

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