José Flávio Bueno Fischer falou do trabalho exercido pela União Internacional do Notariado na defesa da atividade notarial no mundo. Fundo de Previdência Complementar dos Tabeliães do Brasil foi outro assunto abordado durante o encontro.
A primeira apresentação da parte da tarde do I Simpósio Notarial Mineiro foi conduzida pelo vice-presidente da União Internacional do Notariado para América do Sul (UINL) e 1° tabelião de Notas e Protestos de Novo Hamburgo (RS), José Flávio Bueno Fischer. A palestra, que teve como presidente da mesa o diretor do Colégio Notarial do Brasil – Seção Minas Gerais (CNB-MG), Nilo Nogueira, tratou sobre “UINL e o notariado brasileiro”.

A apresentação debateu a “UINL e o notariado brasileiro” e a solução em previdência para os notários e registradores
A União Internacional do Notariado (UINL) é uma associação não governamental, instituída para promover e coordenar a atividade notarial no mundo. Flávio Fischer iniciou sua apresentação falando que existem diversas ações promovidas pela UINL, mas que o Brasil desconhece. “Temos pouca participação dos colegas”, disse.
O palestrante falou um pouco da história da entidade, fundada em 1948, com 19 países integrantes. Segundo ele, hoje 120 países fazem parte da União Internacional do Notariado, o que representa dois terços da população mundial e mais de 60% do Produto Interno Bruno do mundo.
“A entidade é dirigida por um Conselho formado por 27 conselheiros, um Conselho Geral com 160 membros, além de comissões continentais e intercontinentais. As comissões tratam de assuntos notariais em âmbito técnico e jurídico e organizam jornadas de estudos e seminários”, explicou Flávio Fischer.

O vice-presidente da União Internacional do Notariado para América do Sul explicou os projetos desenvolvidos pela entidade
Ele ainda disse que a UINL promove a defesa dos princípios notariais e reverte situações existentes. Citou também alguns exemplos de como as atividades são exercidas em alguns países. “Na Itália liberalizaram os emolumentos. Cada tabelião cobra o valor que quer. Existem também países que acertaram uma tarifa máxima e uma tarifa mínima e neste intervalo o tabelião pode cobrar o que quiser”, explicou. O tabelião também citou um caso que existia no Brasil. “Em João Pessoa existiam as kombis notariais, que vinham do interior e se instalavam na capital. São por estes motivos que as entidades como o Colégio Notarial do Brasil e a UINL são fundamentais, para lutarem pela atividade notarial”, disse.

Cento e vinte países fazem parte da União Internacional do Notariado, segundo informou o palestrante
Já existem ações da entidade voltadas para o registro civil, já que em alguns países o próprio tabelião faz os atos de nascimento, casamento e óbito. Projetos destinados a evitar o sub-registro de crianças, principalmente em zonas rurais, também são comprometimentos da União Internacional do Notariado para América do Sul, como explicou o palestrante. “O objetivo é ajudar as famílias nos procedimentos necessários para obtenção da certidão de nascimento, a partir de audiências judiciais itinerantes gratuitas”.
A UINL também está trabalhando na criação de um sistema que permite ao notário reconhecido pela União fazer atos de outros países, garantindo o reconhecimento dos tabeliães como autoridades públicas, em função da fé pública que possuem. E finalizou. “É importante participarmos das nossas entidades. Se vocês não puderem participar da UINL participem ao menos do Colégio Notarial de Minas Gerais”.
Solução em previdência para notários e registradores
Após a palestra do vice-presidente da União Internacional do Notariado para América do Sul (UINL) e 1° tabelião de Notas e Protestos de Novo Hamburgo (RS), José Flávio Bueno Fischer, foi a vez vice-presidente do CNBPrev (Fundo de Previdência Complementar dos Tabeliães do Brasil), Paulo Roberto Gaiger Ferreira, falar sobre solução em previdência para notários e registradores.

O 26° tabelião de Notas de são Paulo/Capital, Paulo Roberto Gaiger, apresentou o Fundo de Previdência Complementar dos Tabeliães do Brasil
Ele apresentou o CNBPrev, que é uma poupança gerenciada pelos próprios notários, e ainda falou da segurança do investimento. “Quando pensamos em fazer o CNBPrev pensamos primeiramente na segurança, porque não podíamos receber o dinheiro dos colegas e não ter uma segurança plena da aplicação desses valores. Pegamos exatamente as mesmas estruturas da OABPrev e o Ministério Público de São Paulo Prev”, informou.
O CNBPrev é formado por um Conselho Deliberativo responsável pelas macropolíticas e que define onde o dinheiro do fundo vai ser investido; por uma Diretoria Executiva que verifica os balanços, tem acesso as contas e executa investimentos definidos pelo Conselho Deliberativo e por um Conselho Fiscal que fiscaliza as contas.
Paulo Roberto Gaiger também falou das vantagens do fundo para os notários. “O CNBPrev é uma espécie de investimento, em que você faz uma poupança, aloca determinado recurso, fazendo pagamentos mensais ou anuais. O participante também recebe um extrato mensal, que mostra o valor que tem a pagar por mês, o valor depositado, a rentabilidade do último ano e do último mês”, explicou.

Plano do CNBPrev é para notários, registradores e seus familiares, segundo informou o palestrante
Ele também citou que a finalidade do investimento é toda a favor do participante, já que o CNBPrev não tem finalidade lucrativa, ao contrário de outros investimentos. Em outros planos, em caso de morte do participante, o dinheiro fica com o banco, e isso não acontece no CNBPrev, segundo informou Roberto Gaiger.
O palestrante finalizou sua apresentação mostrando que já são R$ 7 milhões investidos em quatro anos. “Isso é muito bom, porque mostra que as pessoas estão investindo e confiando’, disse. O plano do CNBPrev é para notários, registradores e seus familiares.
Fonte: Sinoreg-MG
Posts relacionados
ARQUIVOS
- agosto 2025
- julho 2025
- junho 2025
- maio 2025
- abril 2025
- março 2025
- fevereiro 2025
- janeiro 2025
- dezembro 2024
- novembro 2024
- outubro 2024
- setembro 2024
- agosto 2024
- julho 2024
- junho 2024
- maio 2024
- abril 2024
- março 2024
- fevereiro 2024
- janeiro 2024
- dezembro 2023
- novembro 2023
- outubro 2023
- setembro 2023
- agosto 2023
- julho 2023
- junho 2023
- maio 2023
- abril 2023
- março 2023
- fevereiro 2023
- janeiro 2023
- dezembro 2022
- novembro 2022
- outubro 2022
- setembro 2022
- agosto 2022
- julho 2022
- junho 2022
- maio 2022
- abril 2022
- março 2022
- fevereiro 2022
- janeiro 2022
- dezembro 2021
- novembro 2021
- outubro 2021
- setembro 2021
- agosto 2021
- julho 2021
- junho 2021
- maio 2021
- abril 2021
- março 2021
- fevereiro 2021
- janeiro 2021
- dezembro 2020
- novembro 2020
- outubro 2020
- setembro 2020
- agosto 2020
- julho 2020
- junho 2020
- maio 2020
- abril 2020
- março 2020
- fevereiro 2020
- janeiro 2020
- dezembro 2019
- novembro 2019
- outubro 2019
- setembro 2019
- agosto 2019
- julho 2019
- junho 2019
- maio 2019
- abril 2019
- março 2019
- fevereiro 2019
- janeiro 2019
- dezembro 2018
- novembro 2018
- outubro 2018
- setembro 2018
- agosto 2018
- julho 2018
- junho 2018
- maio 2018
- abril 2018
- março 2018
- fevereiro 2018
- janeiro 2018
- dezembro 2017
- novembro 2017
- outubro 2017
- setembro 2017
- agosto 2017
- julho 2017
- junho 2017
- maio 2017
- abril 2017
- março 2017
- fevereiro 2017
- janeiro 2017
- dezembro 2016
- novembro 2016
- outubro 2016
- setembro 2016
- agosto 2016
- julho 2016
- junho 2016
- maio 2016
- abril 2016
- março 2016
- fevereiro 2016
- janeiro 2016
- dezembro 2015
- novembro 2015
- outubro 2015
- setembro 2015
- agosto 2015
- julho 2015
- junho 2015
- maio 2015
- abril 2015
- março 2015
- fevereiro 2015
- janeiro 2015
- dezembro 2014
- novembro 2014
- outubro 2014
- setembro 2014
- agosto 2014
- julho 2014
- junho 2014
- maio 2014
- abril 2014
- março 2014
- fevereiro 2014
- janeiro 2014