
Válber Azevedo de Miranda Cavalcanti, presidente da Arpen-PB, falou sobre projetos inovadores durante o Congresso
Idéias inovadoras marcaram a palestra do presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado da Paraíba, Válber Azevedo de Miranda Cavalcanti, que discutiu sobre o tema “Novos produtos e serviços no Registro Civil de Pessoas Naturais”.
Válber apresentou, na segunda palestra desta quarta-feira (10.10), diversas idéias para tornar os serviços dos Cartórios de Registro Civil mais fácil e mais ágil. “Um pouco de empreendorismo é necessário para superarmos nossas dificuldades”, explicou.
Um dos serviços e produtos exposto foi a gestão eletrônica de documentos. Válber explicou alguns pontos positivos para a implantação desse serviço:
– segurança em relação a acidentes que podem ocorrer com os arquivos dos cartórios;
– redução de custos com cópias e melhor gestão do arquivo permanente/morto;
– alta velocidade e precisão na localização de documentos;
– envio de documentos, processos e certidões por e-mail;
– aproveitamento do espaço físico, entre outros.
Outro serviço que ele abordou foi a utilização dos Cartórios de Registro Civil como postos avançados de cidadania, já que, por serem, em tese, politicamente neutros e imparciais, ações de cidadania poderiam ser feitas em parcerias com governos estaduais, federais e municipais.
Serviços através do nascimento também podem ser feitos segundo o palestrante, como, por exemplo, a certidão em cartão, que conteria dados resumidos e ainda poderia agregar dados biométricos, fotografia, pé da criança, entre outras informações. Esse cartão pode ser vendido a parte para gerar mais renda aos cartórios.
Outro ponto exposto foi a criação de guias de nascimento e casamento que poderiam ser vendidos em livrarias, cartórios e outros locais contendo o anúncio de parceiros.
Segundo Válber, estas idéias surgiram da necessidade de fazer com que os cartórios de registro civil tenham outro tipo de ação. “Não dá para ficar lamentando. Tem que ir atrás, buscar novos atos, novos serviços para suprir uma possível perda. A necessidade faz a hora. A idéia é que juntos possamos fazer algo a favor da classe”.
As idéias expostas, no entanto, para alguns oficiais estão longe da realidade. “Achei uma coisa de primeiro mundo. Nada do que ele falou está a meu alcance e da minha região”, explicou a oficiala da cidade de Bom Conselho, no Pernambuco, Maria Laís de Lima Rodrigues. “Acho que o cartório acaba perdendo a identidade de cartório”, disse a oficiala de Araçariguama, no estado de São Paulo, Célia Roseli Teruko.
Para outros congressistas, as idéias são um avanço para o registro civil, e, com o tempo, podem ser implantadas. “Há a possibilidade de virmos a explorar alguns dos serviços que ele diz, mas estamos com dificuldade para o exercício da nossa profissão. Mas poderemos ter no futuro uma agregação desses trabalhos, desses serviços”, disse o oficial de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, Rui Santana.
Fábio Marcidelli Perón, de Maringá, no Paraná, achou interessante a forma como os assuntos foram expostos. “Foi uma visão bem futurista do registro civil, inclusive com atribuições de outros serviços a atividade. Foi uma visão otimista e, acima de tudo, empresarial. Ele tratou o serviço registral como se fosse um negócio em termos de convênio com outras entidades para prestação de serviços. Foi uma visão bem diferente. Nunca tinha visto uma palestra sobre essa visão com esse tipo de assunto”.
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