Artista compartilhou sua perspectiva sobre a maneira em que as pessoas enfrentam momentos de fragilidade
Após dias intensos de muito conhecimento e troca de experiência entre registradores e operadores do Direito, “O enredo de cada um” foi tema escolhido para a palestra de encerramento do Conarci 2023, que aconteceu nesta manhã (30). Comandado pela atriz, roteirista, dramaturga e apresentadora Maitê Proença, o encontro trouxe uma perspectiva singular das experiências vivenciadas pela artista.
Partindo da premissa de que todos os indivíduos são únicos, mas a forma como enfrentam os momentos de fragilidade guarda semelhanças, a artista trouxe à tona momentos marcantes de sua trajetória pessoal e profissional. “Fui discreta com a minha história familiar nos primeiros 25 anos da minha vida pública, até o dia em que meus segredos foram expostos em um programa de televisão para todo o país, e naquele momento tive o choque de precisar lidar com as minhas experiências passadas, não somente dentro de mim, mas à vista de todos. O que aconteceu naquele momento me trancou, para me proteger, me distanciei de mim e é por isso que estou aqui, para atravessar trincheiras secretas, derrubar muros em sua frente e, desta vez, porque quero, é das vísceras que me recorre esse relato”, compartilhou a atriz.
Com uma palestra emocionante, a artista trouxe os enredos abordados em seu livro “O Pior de Mim”, que deu origem à peça por ela comandada. Em uma fala retórica, a atriz compartilhou que somente agora, após os 60 anos, foi capaz de compreender os obstáculos que atravancam os seus caminhos e a altura do muro que ergueu: “a minha maior constância foi a morte e os ossos quebrados”, disse.
Entre as experiências compartilhadas para os congressistas, a artista brasileira revelou estar em busca de lucidez em meio a tantos desafios enfrentados: “Me droguei, bebi, meditei, rezei, me psicanalisei, mas não consigo me livrar dos pontos que sobreviveram de tudo”, compartilhou. Indo na contramão de toda a história que buscou resguardar, a atriz contou, com riqueza de detalhes, cenas que a traumatizaram desde a infância: “as aparências enganam”, refletiu Maitê Proença, que completou: “os medos dos sentimentos me arrebentaram”.
“A vida é o que dá para ser, aprendi muito cedo que nasce onde menos se espera, é dali que mais vem. As pessoas que mais amei, as que serviram de exemplo, foram as que mais me fizeram sofrer, foram também as que menos me levaram em consideração. Foi nesse pano rasgado que costurei o meu figurino, a minha fantasia para sobreviver, precisei compreender. É muito comum confundirmos compreender com concordar, compreender é se colocar na pele dos outros, e então perdoar. É indispensável perdoar, o que faz a vida andar é o perdão, não que seja fácil, a gente inventa meios para se defender”, compartilhou a atriz.
Trajetória
Com mais de quatro décadas de carreira, a atriz e dramaturga é uma figura consagrada na televisão, no cinema e no teatro. Maitê Proença também se destaca pela sua atuação como apresentadora, com participações no programa Saia Justa, do GNT, e no Extra-Ordinários (do Sportv).
Conarci
A 29° edição do Congresso Nacional de Registro Civil das Pessoas Naturais (Conarci 2023), que aconteceu na capital baiana, entre os dias 28 e 30 de setembro, refletiu sobre a atividade registral do país, com o tema “De Oxum a Pataxó, a Bahia tem a identidade do Brasil”. Realizado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), com o apoio da Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais do Estado da Bahia (Arpen/BA), o encontro se dedicou a explorar questões cruciais relacionadas à identidade, direitos civis e inovação.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Arpen-Brasil
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