O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem se revelado uma instituição cada vez mais necessária ao desenvolvimento do Sistema de Justiça brasileiro. A avaliação sobre o desempenho do órgão de cúpula do Poder Judiciário foi feita pelo presidente do Conselho e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, durante apresentação, nesta segunda-feira (1º/7), do relatório de atividades referente ao primeiro semestre de 2019.
“No âmbito do CNJ, que completou no mês de junho 14 anos de atividades, o período foi marcado por muitas iniciativas e amadurecimento”, disse. “O trabalho de excelência desenvolvido pelas áreas técnicas do Conselho tem contado com o valoroso auxílio e experiência da Corregedoria Nacional de Justiça e dos gabinetes dos conselheiros”, completou o ministro.
O relatório de ações do CNJ traz informações sobre políticas judiciárias, gestão do Poder Judiciário, enfrentamento dos gargalos da execução fiscal e estratégias adotadas na área da tecnologia da informação, entre outros temas.
“Estamos dando continuidade a importantes programas criados nas gestões anteriores, bem como lançando novas ações e parcerias. No relatório que está sendo apresentado, conselho está em plena atividade nas suas variadas áreas de atuação”, informou Dias Toffoli.
Entre os dados consta que no primeiro semestre foram realizadas 10 sessões plenárias presenciais e outras sete sessões virtuais, com 494 processos julgados.
Em relação às iniciativas em andamento, Dias Toffoli citou o Programa Resolve (projeto que busca dar tratamento adequado aos conflitos por meio de ações de incentivo à autocomposição de litígios por meio da conciliação e mediação), o Pacto Nacional pela Primeira Infância, o projeto que cuida da automação e governança da execução fiscal e a mediação digital e de integração dos sistemas multiporta.
Em relação à questão penal, foi destacado o programa Justiça Presente, uma série de ações e projetos que coloca o Judiciário como protagonista para enfrentar o estado de crise do sistema penal. Sobre esse tema, Dias Toffoli falou a importância do recente convênio firmado entre o CNJ e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a biometrização das pessoas privadas de liberdade no Brasil.
“A grande maioria [dos presos] não tem carteira de trabalho, não tem CPF. Fora todo o estigma de ter passado pelo sistema penitenciário, quando sai desse sistema há a dificuldade documental tendo passado tanto tempo sobre a tutela do Estado e nem sequer são documentados. Então, estamos fazendo esse trabalho, são 790 mil presos em regime fechado, a terceira maior população carcerária do mundo”, informou.
Os aprimoramentos feitos pela área tecnológica também foram ressaltados. De janeiro a junho, houve destaque às iniciativas nas áreas de inteligência artificial, computação em nuvem, governança e gestão da tecnologia da informação, interoperabilidade e segurança de dados.
Nesse aspecto, Dias Toffoli destacou os importantes aprimoramentos feitos no Processo Judicial Eletrônico (Pje), projeto fundamental para a gestão de todos os órgãos do Poder Judiciário.
Estatísticas
O documento apresenta, também, os importantes aperfeiçoamentos que vem sendo feitos no sistema de estatísticas do CNJ. Nesse campo, destacam-se os trabalhos feitos para a uniformização das nomenclaturas das classes processuais no âmbito de todos os tribunais.
“Essa questão de taxonomia é muito complexa, com nomes e informações alimentadas no sistema de maneira diferente de um tribunal para o outro, o que dificulta internamente a formatação de estatísticas. Estamos trabalhando no sentido de trazer uma unificação de classes processuais e de indexação de sistemas para facilitar o levantamento estatístico de tipos de processo e matérias discutidas em cada âmbito de processo”, comentou Toffoli.
Na ocasião foi apresentado, também, o relatório de atividades do primeiro semestre do STF, com informações sobre a prestação jurisdicional referente à Suprema Corte.
Fonte: CNJ
Posts relacionados
ARQUIVOS
- agosto 2025
- julho 2025
- junho 2025
- maio 2025
- abril 2025
- março 2025
- fevereiro 2025
- janeiro 2025
- dezembro 2024
- novembro 2024
- outubro 2024
- setembro 2024
- agosto 2024
- julho 2024
- junho 2024
- maio 2024
- abril 2024
- março 2024
- fevereiro 2024
- janeiro 2024
- dezembro 2023
- novembro 2023
- outubro 2023
- setembro 2023
- agosto 2023
- julho 2023
- junho 2023
- maio 2023
- abril 2023
- março 2023
- fevereiro 2023
- janeiro 2023
- dezembro 2022
- novembro 2022
- outubro 2022
- setembro 2022
- agosto 2022
- julho 2022
- junho 2022
- maio 2022
- abril 2022
- março 2022
- fevereiro 2022
- janeiro 2022
- dezembro 2021
- novembro 2021
- outubro 2021
- setembro 2021
- agosto 2021
- julho 2021
- junho 2021
- maio 2021
- abril 2021
- março 2021
- fevereiro 2021
- janeiro 2021
- dezembro 2020
- novembro 2020
- outubro 2020
- setembro 2020
- agosto 2020
- julho 2020
- junho 2020
- maio 2020
- abril 2020
- março 2020
- fevereiro 2020
- janeiro 2020
- dezembro 2019
- novembro 2019
- outubro 2019
- setembro 2019
- agosto 2019
- julho 2019
- junho 2019
- maio 2019
- abril 2019
- março 2019
- fevereiro 2019
- janeiro 2019
- dezembro 2018
- novembro 2018
- outubro 2018
- setembro 2018
- agosto 2018
- julho 2018
- junho 2018
- maio 2018
- abril 2018
- março 2018
- fevereiro 2018
- janeiro 2018
- dezembro 2017
- novembro 2017
- outubro 2017
- setembro 2017
- agosto 2017
- julho 2017
- junho 2017
- maio 2017
- abril 2017
- março 2017
- fevereiro 2017
- janeiro 2017
- dezembro 2016
- novembro 2016
- outubro 2016
- setembro 2016
- agosto 2016
- julho 2016
- junho 2016
- maio 2016
- abril 2016
- março 2016
- fevereiro 2016
- janeiro 2016
- dezembro 2015
- novembro 2015
- outubro 2015
- setembro 2015
- agosto 2015
- julho 2015
- junho 2015
- maio 2015
- abril 2015
- março 2015
- fevereiro 2015
- janeiro 2015
- dezembro 2014
- novembro 2014
- outubro 2014
- setembro 2014
- agosto 2014
- julho 2014
- junho 2014
- maio 2014
- abril 2014
- março 2014
- fevereiro 2014
- janeiro 2014