Belo Horizonte (MG) – Salão lotado, risos e aplausos de pé marcaram a palestra de encerramento do VI Congresso Estadual dos Registradores Civis de Minas Gerais, que foi proferida neste domingo (25.11), pelo comentarista da Rádio CBN e do Fantástico, Max Gehringer.
Sempre utilizando o bom humor, o comentarista falou de sua experiência como administrador de empresas para passar mensagens de motivação aos registradores civis de Minas Gerais. Ele falou de sua escolha pela área da administração e o que aprendeu ao longo desses anos.
Para o comentarista, as pessoas têm que escolher e correr atrás do que querem
“O que eu aprendi na vida foi celebrar os momentos alegres, como este que eu estou vivendo agora. Estou feliz da vida agora, porque estou fazendo o que gosto. Talvez eu tenha trabalhado 30 anos em empresas, sem fazer contas, discutindo com engenheiros, para um dia chegar aqui e fazer o que eu gosto, que é conversar com as pessoas”, disse.
Max Gehringer falou dos diversos momentos que as pessoas passam, como a descoberta pelo o que gostamos e queremos fazer pelo resto da vida, a ansiedade por mudanças e acontecimentos imediatos, o momento confortável quando tudo parece bem e nada deveria mudar, a descoberta que os problemas sempre existirão e as atitudes que devemos ter diante dos problemas.
Segundo ele, é preciso ter ambição, estar atento às mudanças que refletem em nosso dia a dia e ter os pés no chão. “Está chegando agora no mercado uma geração de jovens que é diferente de todo mundo. Uma geração que quer que as coisas aconteçam numa velocidade altamente espantosa. Alguém colocou na sua cabeça que o mundo vai andar no seu ritmo. As pessoas têm que aprender como as coisas funcionam”, disse.
Max Gehringer arrancou risos da plateia durante toda a sua apresentação
Para Gehringer, se for o que deseja, a pessoa deve aprender, fazer um concurso público e conseguir um cartório. “Mas não acredite que você vai construir uma carreira ou fazer crescer de modo que hoje você tem dois a três funcionários e daqui a três anos vai ter três mil. Isso não vai acontecer. Nós vamos crescer no ritmo em que nós podemos crescer. Desde que alguém não coloque mais uma lei tornando nosso serviço gratuito. Nós somos contra ou a favor? Não interessa. Tanto faz. Se vai acontecer, se vai nos afetar, podemos fazer um monte de discursos, de comícios dizendo que o mundo não é justo, mas obviamente, como qualquer coisa na vida, quem perceber primeiro para que direção as coisas vão, vai levar uma vantagem”, ressaltou.
Ele falou ainda das diferenças entre as pessoas acomodadas, que reclamam de tudo e acham que qualquer coisa vira um problema enorme, e as pessoas felizes, otimistas, que determinam a direção que querem seguir na vida. Segundo o comentarista, as pessoas têm que escolher o que querem fazer e correr atrás do que querem.
“É possível termos uma vida profissional muito bem sucedida e uma excelente qualidade de vida? A resposta é sim, mas não ao mesmo tempo. Tem o tempo de trabalhar e o tempo de colher. Nenhum de nós foi condenado a nada nessa vida. Nós não fomos condenados a fazer o que nós fazemos. Nós temos escapatória no momento em que a gente quiser”, completou.
“Nós não fomos condenados a fazer o que nós fazemos. Nós temos escapatória no momento em que a gente quiser”
Segundo ele, hoje no Brasil existem seis milhões de micro empresas e a expectativa é que daqui a cinco anos sejam nove milhões. Gehringer sugeriu aos jovens que se preparem para ser empresários, para terem o próprio negócio. Um bom caminho a seguir é ter pequenas experiências, fazer cursos para se diferenciarem dos demais e que poderão ser úteis no futuro.
“Cada um de vocês aqui tem um cartório de registro civil. Cada um de vocês deve saber se o que está rendendo é suficiente ou não é suficiente. Se não é suficiente, o que mais eu posso fazer para agregar? O que a lei me permite agregar ao meu negócio? Se nem assim é suficiente, eu posso ter um negócio paralelo? A lei me permite? Se a lei não me permite eu renuncio, faça outro concurso e escolho um cartório maior, numa cidade maior”, ressaltou.
As invés de esperar que as pessoas façam algo por nós, Gehringer afirmou que nós mesmos devemos correr atrás do que queremos e concluiu.
“Cada um de nós tem um sonho, quer fazer alguma coisa, sabe fazer alguma coisa e vai ser feliz fazendo aquilo. Problemas vão acontecer no 70° Congresso Estadual dos Registradores Civis de Minas Gerais. Nossos filhos, nossos netos, provavelmente, vão estar discutindo os mesmos problemas, com palavras diferentes, mas, fundamentalmente, vão estar discutindo ‘podia ser melhor do que é’. Se deixarmos a ala pessimista tomar conta, vamos estar sempre dizendo ‘está ruim, mas pode ser melhor’. Se deixarmos a ala otimista tomar conta vamos dizer ‘podia ser melhor, mas está bom’”, finalizou Max Gehringer, sendo bastante ovacionado pelo público.
Presidente do Recivil, Paulo Risso, acompanhou a palestra do comentarista Max Gehringer
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