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Maiores de 15 anos em união conjugal somam 57,1% da população, diz IBGE

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2011 realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e divulgada no final da semana passada, trouxe dados atualizados sobre o número de pessoas vivendo em algum tipo de união no Brasil. Segundo o levantamento, 57,1% da população em 2011 viviam em união com cônjuge ou companheiro. A maior participação de pessoas unidas pelo casamento ou união estável é da região Sul do país, onde 61,9% dos entrevistados indicaram esta condição. O Brasil possui atualmente 61 milhões de domicílios.
 
Na análise do estado civil, o maior percentual coube às pessoas solteiras, com 48,1%. As casadas no civil aparecem com a participação de 39,9% em todas as regiões do país. Não foi possível traçar comparação com os dados de 2009, usados em outras investigações da PNAD, porque houve mudança na forma de captação das informações de nupcialidade.
 
“Desmembramos a pergunta do estado civil em mais duas: uma sobre a natureza da união e o estado conjugal. Agora a família é captada porque fica clara a diferença entre estado civil, relativa á legalização da união e estado conjugal”, explica a técnica do IBGE e gerente da PNAD, Maria Lúcia Vieira.
 
Ela destaca algumas curiosidades captadas na pesquisa. A Região Norte do país, por exemplo, registra o maior número de uniões estáveis (morando junto), 51%, enquanto o Sudeste exibe a menor, 28%. O Nordeste apresenta o maior número de casamentos realizados unicamente em cerimônia religiosa, 7,2%; no Sudeste esse tipo de casamento representa 1% das uniões.
 
Outras informações trazidas na PNAD repercutem diretamente nas famílias, como a redução de 14% do trabalho infantil no intervalo de dois anos: 2009-2011. Nesse tempo, 597 mil crianças, entre cinco e 17 anos de idade, deixaram de trabalhar. No ano passado, o total de trabalhadores nesta faixa etária era de 3,7 milhões, de acordo com a pesquisa do IBGE.
 
O rendimento médio dos domicílios em 2011 foi estimado em R$ 2.419, representando ganho real de 3,3% em relação a 2009 (R$ 2.341). O Nordeste é a região com menor rendimento médio por domicílio, R$ R$ 1.607, e que também registrou menor ganho real no intervalo pesquisado: 2%.
 

 

Fonte: Ibdfam

 

 

 

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