O jogador meio-campo Ricardo Leite, o Kaká, pediu que os pais se esforcem para dar aos filhos uma certidão de nascimento logo após o parto. O apelo foi parte da mensagem que Kaká gravou para a tevê na parceira firmada entre o Conselho Nacional de Justiça e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), pela proteção à infância. Os vídeos com vários jogadores foram feitos na última quinta-feira, na Granja Comary, e serão distribuídos pela TV Justiça e pela Rádio Justiça a todas as emissoras interessadas em divulgar o projeto “Nossas Crianças”.
Kaká experimentou há quatro meses o funcionamento dos cartórios de registro civil, quando Luca, o primogênito do jogador, nasceu em São Paulo. No hospital havia um cartório, motivo pelo qual a documentação foi feita rapidamente. “Foi tão simples que eu até procurei descobrir se tinha sido só no meu caso, mas disseram que todos recebem o mesmo tratamento”, contou, lembrando que, em qualquer lugar, o registro civil é gratuito.
“Sei que nem todas as famílias têm a facilidade de registrar as crianças nos hospitais onde nascem, porque nem todo hospital tem o cartório, mas uma pessoa não pode ficar sem registro”, ponderou. Estatísticas mostram que de 12 a 13% dos nascidos no Brasil saem das maternidades sem o registro, e muitas deles levam anos para conseguir uma certidão de nascimento. Com isso, ficam à margem da sociedade, e não podem participar dos direitos e dos deveres sociais.
Na opinião do goleiro Júlio César, ter uma certidão de nascimento é elementar. “Eu não consigo imaginar o que é chegar num garoto e perguntar o nome e ele não ter nenhum documento que diga qual é mesmo o nome dele. Afinal, o nome da gente diz quem somos. “Vamos dar oportunidade para essas crianças não-registradas se sentirem parte do Brasil”, pediu na gravação da sua mensagem aos pais.
O comandante da seleção brasileira, Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, vê a falta da certidão de nascimento como resultado de desinformação. “Tem trabalhador que sai às cinco da manhã e volta à noite, não tem como se informar, então o filho dele ouve as coisas na escola e traz para casa”, afirmou, justificando a necessidade de uma campanha como a do Conselho Nacional de Justiça em prol do registro civil chegar às salas de aula.
Cadastro de Adoção
Na mesma época em que Kaká registrava o primeiro filho, a família do assistente de Dunga, o pentacampeão Jorginho, pensava em adotar a garota Vitória, que esperava por uma família numa instituição social do Rio de Janeiro. Como estava envolvido com as Olimpíadas, Jorginho decidiu esperar a volta para o Brasil para levar a menina para casa.
“Mas ela foi adotada antes por outra família muito amorosa, e nós então ficamos felizes por ela, mas também fiquei triste porque eu sonhei com isso”, reconheceu.
Jorginho pediu menos burocracia para a adoção. “A gente passa sufoco para adotar”. Por isso ele acredita no Cadastro Nacional de Adoção, que começou a unificar as listas de famílias e crianças disponíveis em todos os lugares do País há seis meses. O cadastro é um banco de dados que auxilia juízes nas Varas de Infância e Juventude com informações sobre adoção e também sobre abrigos que recebem crianças e adolescentes órfãos ou que vivem longe dos pais. Os próprios juízes incluem no cadastro os dados sobre sobre adultos que pretendem adotar e crianças que aguardam pais adotivos.
Kaká lembrou que a adoção precisa ser feitas com muito critério: “A família que decide adotar deve ser compromissada em dar a melhor educação e carinho para a criança cujos pais não tiveram condições de criá-la”, destacou.
Conheça o programa
“Nossas Crianças” é um programa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e tem como enfoque ressaltar o dever de todos em proteger crianças em risco.
Comandado pelo Poder Judiciário brasileiro, “Nossas crianças” levará juízes de todo o País a atuar, em parceria com a sociedade, no combate à prostituição infantil, ao seqüestro de crianças e ao envolvimento delas na criminalidade. Além disso, a campanha divulgará o Cadastro Nacional de Adoção e a necessidade do registro civil ser feito ainda nos primeiros dias de vida da criança. A participação da CBF e dos jogadores será dar publicidade aos projetos e falar na mídia sobre a importância de proteger os direitos dos pequenos.
MG/EH
Fonte: STF
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