O psicanalista Wadson Damasceno aponta outra razão para que homens sejam responsáveis por apenas 33,8% dos pedidos de separação. "Os homens tendem a ser mais acomodados, insistem mais em manter a tradição do casamento, ainda que infeliz", opina.
Os indicadores sociais do IBGE baseiam-se nas Estatísticas do Registro Civil de 2008. Segundo o estudo, entre 1999 e 2008 a população passou a aceitar com mais facilidade a dissolução dos casamentos. A maioria das separações no Brasil é consensual – 76,2%. O número de divórcios aumentou mais que o de separações: pulou de 0,8% para 1,5%.
A expectativa é que esse aumento se acentue ainda mais. Entrou em vigor este ano a Emenda à Constituição 66, conhecida como PEC do Divórcio. Desde julho, os casais que estiverem de acordo com o divórcio não precisam esperar mais de um ano de separação judicial prévia ou mais de dois anos de separação de fato para divorciarem-se, inclusive em cartórios, o que já é autorizado desde 2007.
No entanto, para acionar o cartório, é preciso, além do divórcio consensual, não ter filhos menores ou incapazes e contratar um advogado."Os homens vão ter que aprender a aceitar essa nova constituição familiar, com a esposa trabalhando e as tarefas de casa a encargo dos dois", ressalta o psicanalista.
ARRANJOS CONJUGAIS
Se as mulheres são quem mais tomam a decisão de se separar, os homens divorciados são os que mais se casam novamente com mulheres que nunca passaram pela experiência. O arranjo conjugal homem divorciado e mulher solteira representa 7,4% dos casamentos no Brasil. A composição inversa, de mulheres divorciadas e homens solteiros, representou 4,1% das uniões formalizadas. Apenas 2,7% dos casais são formados por ambos divorciados.
A taxa de casamento voltou a crescer. Em 2008, a taxa de nupcialidade foi de 6,7 em todo o País – 5% a mais que em 2007. No DF, a população também dá mostras de acreditar na união. Em 1999, foram 7,6 para cada mil habitantes. Em 2008, foram 8,1, atrás apenas de Acre, Espírito Santo e Goiás.
A separação da profissional autônoma Mariana (nome fictício), 22 anos, está entrando na fase final, após dois meses de tramitação na Justiça. No caso de Mariana, a separação foi consensual, mas foi ela quem deu o pontapé inicial para o processo. "Estávamos casados há três anos. Vivíamos bem, mas algumas coisas não estavam se encaixando. Comecei a falar com meu marido, perguntando se a gente não podia se separar, ou dar um tempo para ver se poderíamos voltar depois. Ele dizia sempre não. Tivemos muitos desentendimentos. Uns dez meses depois, ele aceitou e deu entrada no processo", conta ela.
Para Mariana, as mulheres não devem ficar de braços cruzados caso o matrimônio não esteja indo bem. "Acho que a mulher tem que buscar a felicidade, independentemente de qualquer coisa. Se você não está sendo feliz com aquela pessoa, tem que partir para outra e buscar a felicidade, se sentir bem", aconselha a profissional autônoma.
Fonte: Jornal de Brasília
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