Em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, um vendedor teve uma surpresa. Ele descobriu a verdadeira identidade do pai, um padre que viveu na cidade nos anos 80. Agora, o homem luta para ter o nome do pai na certidão de nascimento e direito a herança deixada.
Fabrício Augusto Nascentes tentava descobrir a identidade do pai há vários anos e isso era motivo de discussão na família. “A minha dor maior é saber que na minha certidão de nascimento não consta o nome do meu pai. Isso foi motivo de muita discussão com a minha mãe, pois o nome do meu pai não era revelado”, contou.
Fabrício tem 31 anos e há pouco mais de um ano descobriu ser filho do padre Roldão Gonçalves Rodrigues, que trabalhou em uma igreja de Patos de Minas entre o final da década de 70 e início da década de 80. O padre, durante este tempo, teve um rápido caso amoroso com a mãe de Fábricio.
“O meu pai é o padre Roldão que faleceu no início de agosto do ano passado.Em outubro, um sobrinho dele me procurou e me revelou toda a verdade. Eu perguntei a ele porque me contou e ele disse que a família estava brigando por causa da herança e não estavam entrando em acordo. Para evitar brigas entre eles, ele resolveu me contar”, afirmou o vendedor.
Com mais de 50 anos e envergonhada, a mãe de Fabrício não quis falar sobre o assunto. Porém, para o filho ela confirmou a história. “Depois que eu cheguei com o nome e revelei para minha mãe, ela confirmou. Disse que estudou na escola das irmãs ao lado da igreja e do escritório paroquial. Ainda segundo ela, só não me contou antes porque me traria transtornos durante a época escolar. Minha mãe foi uma pessoa que sofreu muito. Foi expulsa de casa porque há 30 anos não tinha mãe solteira. Imagine ser mãe solteira de um padre”, explicou.
Exame de DNA
Fabrício foi atrás de outras provas para confirmar a história. Como foi preciso um exame de reconhecimento de paternidade e o padre Roldão faleceu em agosto de 2010, ele teve que contar com a ajuda dos tios. Depois de muita insistência, dois irmãos do padre aceitaram doar sangue para o exame.
A produtora rural Jovina Rodrigues de Paula, irmã mais velha de Roldão, decidiu ajudar. “Não sabia que ele tinha esse filho. Fiquei sabendo depois que ele morreu. Então fiz o exame de DNA pois não queria ficar na dúvida”, contou a produtora rural.
Com exame em mãos e o resultado positivo, Fabrício procurou um advogado para finalmente conseguir o que tanto sonhou: ter o nome do pai no registro de nascimento. No entanto, a partir daí começou outra batalha.”Meu pai deixou um patrimônio, entre fazendas e casas. Por isso, o restante da família não quer compartilhar. Eu terminei a busca de quem era meu pai e comecei uma nova busca, com relação aos bens materiais que meu pai deixou, que por direito agora são meus”, afirmou.
O advogado de Fabrício, Cleantro Francisco Brás, explicou que por causa da quantidade de interessados nos bens, a ação de reconhecimento de paternidade ainda não foi concluída. “Faremos uma tentativa de conciliação na qual as partes envolvidas poderão manifestar o interesse de contestar o DNA já feito ou reconhecer a paternidade. O patrimônio deixado pelo padre está avaliado em cerca de R$ 5 milhões entre imóvel rural, urbano e dinheiro no banco”, explicou o advogado.
Enquanto isso, pelo menos para a tia Jovina, Fabrício já está incluído na família.”Eu gosto muito dele e o aceitei tranquilamente", finalizou.
Fonte: G1
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