Belo Horizonte (MG) – No dia 11 de dezembro, a Defensoria Pública de Minas Gerais realizou uma cerimônia para comemorar a conversão de 61 uniões estáveis de casais homoafetivos em casamento. Esta foi a primeira vez que a instituição realiza uma cerimônia deste tipo.
Mesa solene composta na abertura da cerimônia
De acordo com a idealizadora do projeto, a coordenadora da Defensoria de Famílias, Paula Regina Fonte Boa Pinto, a demanda de casais homoafetivos na defensoria era grande, porém a adesão de mais de 60 casais ao projeto surpreendeu a equipe.
“A Defensoria Pública já atende a uma demanda dos casais homoafetivos há um bom tempo. O mutirão é uma oportunidade de reflexão para a ociedade, ele mobiliza a todos. Este número elevado de casais cadastrados no mutirão foi uma surpresa. Nós fomos ousados quando programamos o evento. Tivemos 61 inscritos, um numero positivo. Ficamos surpresos porque Minas Gerais é um estado ainda conservador. Esta é a primeira semente, estamos fazendo com que outras pessoas reflitam. Mais a frente, outros casais, vendo esta divulgação, também se animarão”, disse a defensora.
Na abertura do evento a defensora Pública-Geral, Andrea Abritta Garzon, falou sobre a necessidade de os servidores públicos saírem de seus gabinetes e irem até a população, como está sendo feito pela Defensoria.
Defensora Pública-Geral, Andrea Garzon
“Eu penso que com a divulgação do evento outros casais irão nos procurar. Porque sentimos que ainda existe uma inibição nos casais homoafetivos. Em Minas Gerais certamente é o primeiro casamento coletivo homoafetivo. Tem casais que hoje vão se unir e que já vivem juntos há 10, 15 anos. A Defensoria hoje se sente feliz e honrada de promover em Minas Gerais esta celebração em grande estilo. É um novo formato de família. O serviço público existe para servir ao povo, então não adianta nada você ficar preso em seu gabinete. A defensoria vai em busca das pessoas que precisam defender seus direitos”, declarou Andrea.
Dos 61 casais beneficiados pelo projeto, 48 eram formados por mulheres e 13 por homens. Os casais e seus convidados foram divididos em dois grupos. Desta forma a Defensoria conseguiu realizar duas cerimônias, com entrada solene, troca de alianças, entrega das certidões e, ao final, houve ainda brinde e o tradicional corte do bolo.
Ao final da cerimônia, os casais receberam a certidão de casamento
A nutricionista, Júlia Silva, e sua companheira, Zélia Maria, juntas há três anos, participaram do projeto. “Nós vimos a propaganda do mutirão na televisão, e surgiu esta oportunidade de estar aqui hoje. Isto é um avanço para toda a sociedade e principalmente para a gente. Vamos ter os nossos diretos”, declarou Júlia.
Júlia Silva e Zélia Maria converteram a união estável em casamento
O casal Allan Junior de Carvalho e Leonardo Gonçalves de Carvalho também foi beneficiado pela iniciativa. Leonardo ainda aproveitou a oportunidade para acrescer ao seu o sobrenome do companheiro.
“Para a gente é um momento de muita alegria, é uma oportunidade que o Estado nos ofereceu, abraçou nossa causa. O Estado uniu suas forças conosco. É o Estado mostrando para a sociedade que nós também fazemos parte dela. É um momento muito gratificante. Uma porta que se abriu, e que muitos, a partir de hoje, vão adentrar” declarou Leonardo.
Leonardo Carvalho e Allan Carvalho também foram beneficiados pelo projeto
O projeto teve o apoio dos cartórios de Registro Civil das Pessoas Naturais de Belo Horizonte e região metropolitana.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Recivil
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