Florianópolis (SC) – “Sem medo do futuro”, a palestra do compositor e guitarrista Marco Túlio, da banda Jota Quest, encerrou o último dia do Conarci 2024, que, durante três dias, proporcionou aprendizado, networking e lazer em um dos cenários mais deslumbrantes do sul do país. De forma leve e cantada, Marco Túlio apresentou, em um auditório lotado com mais de 600 pessoas, provocações, reflexões e inquietudes.
Por aproximadamente uma hora, Marco Túlio compartilhou seus aprendizados e experiências extraordinárias até a atualidade, no auge dos seus 53 anos, levando o público a uma série de pensamentos leves e poéticos sobre vocação, sucesso, mudanças, imprevisibilidade e a coragem de ser feliz. “Aos 13 anos, eu ganhei minha primeira guitarra, na época do Rock in Rio. Aos 17 anos, passei em todos os vestibulares que fiz e entrei no curso de Engenharia Civil na UFMG. Sempre gostei de matemática, e essa escolha me pareceu correta. A questão é que, a cada dia na faculdade, esse futuro promissor se tornava mais distante para mim. Tudo aquilo se mostrava muito diferente do que eu queria”.
Após compartilhar sua angústia, Marco Túlio deixou claro que aquilo que vivia era completamente diferente do que gostaria de ser. “Eu já queria ação, e esse conflito me deixou com uma ansiedade insuportável. A insatisfação, as incertezas, o medo da mudança e a ansiedade eram tão grandes que culminaram em um surto! Um surto de ansiedade. Meu pai me levou a um médico, um psiquiatra, e saiu o diagnóstico: transtorno obsessivo compulsivo, algo que chamamos ‘carinhosamente’ de TOC”, contou.
Após dividir esse momento vivenciado na adolescência, explicou que ele foi a virada de chave para um novo mundo, repleto de incertezas, mas era o que tinha de ser feito. “Uma reflexão lúcida e atenta me abriu os olhos para aquilo que eu queria da vida e o que eu tinha que fazer. Eu suportaria meu fracasso, mas não suportaria minha covardia. Eu tinha que tentar. Nesse momento, eu tinha 21 anos. Aproveito para chamar a atenção para a saúde mental. Eu fiquei anos atormentado, em uma zona cinzenta de pensamentos ruins. Demorei para pedir ajuda. Não perca esse tempo precioso. Se você se sente assim, busque ajuda. Pedir ajuda não é fraqueza, é inteligência, é sabedoria!”, alertou.
Após dizer que largou a faculdade de engenharia civil, tendo sido até jubilado, falou de sua expectativa de vida e detalhou como mergulhou fundo no que desejava: uma jornada em busca de um sonho, de uma carreira artística. Falou sobre a conexão nas vezes em que caiu, de quando se levantou, de quando conheceu sua esposa, como formaram sua família e tudo o que faz para enfrentar todos os medos e seguir em frente. “Se você tem um propósito, aquilo que desperta uma coragem para enfrentar o medo, siga em frente e com juízo”, frisou.
Ao fim da palestra o presidente da Arpen-BR, Gustavo Fiscarelli destacou que encerra um ciclo muito especial na vida e na vida da entidade. “Eu nunca o faço, a não consagrar todos aqueles que caminharam comigo na jornada, e é isso que dá o tom na jornada. Enfrentar nossos medos, a gente enfrenta desafios todos os dias, especialmente profissionais e o registro civil não se acovarda. Não mais”, enfatizou homenageando logo em seguida as três mulheres da sua vida, a mãe, esposa e filha.
Ao fim, recebeu das mãos de Devanir Garcia, vice-presidente da Arpen-BR, uma placa com a sua certidão de nascimento, um reconhecimento de todos os registradores civis brasileiros pelo trabalho realizado à frente da entidade. Também foi exibido um vídeo com depoimentos emocionados de seus familiares.
O Conarci 2024 encerrou na noite de sábado com o show do Paralamas do Sucesso e o anúncio de que a próxima edição vai acontecer em Belém do Pará.
Fonte: Assessoria de Comunicação/Arpen-Brasil
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