Curitiba (PR) – A primeira palestra realizada nesta sexta-feira (09.10), durante o 17° Congresso Nacional do Registro Civil de Pessoas Naturais – Conarci 2009 – ficou a cargo do presidente do Colégio Brasileiro de Genealogia, Carlos Eduardo de Almeida Barata, que deu uma aula de história em relação ao surgimento dos nomes e pré-nomes e ainda citou várias curiosidades, enriquecendo ainda mais sua apresentação.
O presidente iniciou sua fala abordando a origem dos nomes de família. De acordo com o palestrante, a obrigatoriedade dos registros nos nomes de pessoas nascidas no Brasil ocorreu no ano de 1560. Barata iniciou sua apresentação falando sobre os pré-nomes, que segundo ele, são utilizados para diferenciar pessoas de um mesmo grupo, de uma mesma família. “Os prenomes dizem muito sobre a origem de uma família. Determinados prenomes têm origem em uma certa cidade do país, e depois passam a ser encontrados em outras cidades”, informou.

O palestrante ainda mostrou que alguns prenomes têm relação com a história do país, como no caso dos homens chamados Getúlio, em homenagem a Getúlio Vargas ou Joaquina, em homenagem a Carlota Joaquina. “Atualmente vemos muito Edmundo, Romário, em homenagem aos jogadores de futebol, e Airton, em homenagem ao Ayrton Senna”, disse.
Carlos Eduardo continuou suas explanações sobre os prenomes contextualizando na história européia. Ele explicou que nas famílias imperiais para homenagear seus antecedentes, as pessoas utilizavam diversos pré-nomes, cerca de até 12, como no caso do nome de Dom Pedro I, cujo nome completo é Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.
O presidente do Colégio Brasileiro de Genealogia ainda explicou que no ano de 405, diversos povos invadiram a Península Ibérica, entre eles os povos germânicos, cujos pré-nomes são praticamente todos utilizados até hoje como nos casos dos nomes Germano e Roberto.
“Essas invasões criaram muita confusão no século XIX nos registros dos nomes, porque foram incorporados nomes que não são da nossa raiz e acabamos entendendo errado e registrando de uma forma que não condiz com o nome original, de raiz”, explicou.

Coube ao palestrante ainda mostrar que somente a partir do século XIX tiveram início os sobrenomes. “A partir desta data, os senhores feudais deram o aspecto hereditário aos seus nomes, dando origem aos sobrenomes”, contou ele. Uma questão bastante interessante enfocada pelo palestrante foi o surgimento da preposição “de” nos sobrenomes. “Em função da quantidade de homônimos que havia na época, a nobreza passou incorporar os nomes de suas grandes propriedades, de seus grandes castelos em seus sobrenomes. Daí surgiram sobrenomes como “de Azevedo”, “de Almeida”, referindo-se à propriedade. Estes são os sobrenomes toponímicos, ou seja, de origem geográfica”.
Outra questão interessante e curiosa é a utilização de algumas palavras em alguns sobrenomes, como a terminação “es” ou “ez”, que refere-se, segundo Carlos Eduardo, a expressão “filho de”. “Um exemplo é o sobrenome Fernandes, que quer dizer “filho de Fernão”. Da mesma forma é o caso de outros sobrenomes como Rodrigues, Estevez”, exemplificou. A mesma expressão é encontrada em sobrenomes ingleses. O Mc também se refere à expressão “filho de”. “É o caso dos sobrenomes Mc Donal’ds, McClean, McLane, entre outros” citou.
“Estes nomes patronímicos, ou seja, aqueles cuja origem encontra-se no nome do pai, passaram a ser utilizados em função da quantidade de homônimos que estavam existindo em todo o mundo”, concluiu o palestrante, autor de um dicionário com mais de 20 mil registros de sobrenomes.
Fonte: Assessoria de Imprensa – Arpen-Brasil
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