Empresa global de sistemas de segurança, Gemalto investe R$ 10 milhões em unidade inaugurada hoje no Paraná. Previsão é que processo de substituição da carteira de identidade custe R$ 1,5 bilhão e seja concluído em 2019
CAMILA FUSCO – DE SÃO PAULO
A francesa Gemalto, fabricante global de sistemas de segurança, inaugura hoje em Pinhais, Paraná, sua linha de preparação de chips para cartões inteligentes.
A planta fará o encapsulamento em módulos, o que significa preparar os chips para serem incluídos em cartões bancários, telefônicos – como os de chips para celulares- ou de identificação.
Os investimentos começaram em 2009 e somarão R$ 10 milhões até o fim do ano.
Essa é a primeira fábrica do gênero no país e a segunda da Gemalto do mundo, depois da base na Finlândia.
No país há 11 anos, a companhia produz e personaliza cartões com chips de débito e crédito para marcas como Visa, MasterCard e American Express, além de operadoras de telefonia celular.
A unidade terá capacidade para produzir 40 milhões de módulos por ano, segundo Amador Barros, diretor de vendas para governo da Gemalto no país.
Uma das oportunidades para a empresa está no fornecimento de cartões para o Registro de Identidade Civil (RIC), novo padrão brasileiro de carteira de identificação digital, que será testado a partir de dezembro no Rio de Janeiro, no Distrito Federal, na Bahia e em municípios de Goiás, Tocantins, Rio Grande do Norte e Pernambuco.
"Poderemos fornecer desde cartões com os chips até a personalização com o nome do usuário", diz Barros.
No mundo, a Gemalto fornece cartões de identificação com chips para Espanha, França, Portugal e México.
Feito de policarbonato, o RIC possui dois chips, que reunirão as informações do proprietário (leia ao lado). Até o ano que vem, dois milhões de documentos serão emitidos na fase-piloto.
Os custos da fase inicial, avaliados em R$ 20 milhões, serão de responsabilidade do Ministério da Justiça. A emissão nas fases seguintes será organizada pelos Estados, que deverão contratar seus próprios fornecedores.
Até 2019, prazo estimado para a substituição completa do RG, serão 130 milhões de documentos digitais emitidos, com investimentos entre US$ 800 milhões e US$ 900 milhões (R$ 1,5 bilhão).
"Os recursos estão garantidos até o fim do primeiro ano de governo de 2011. Depois disso, caberá ao governo discutir as fontes de financiamento, como parcerias", declara Sergio Torres, do Comitê Gestor do RIC.
SEGURANÇA
Evitar a emissão de várias carteiras de identidade por uma só pessoa é um dos principais objetivos do novo padrão de identificação.
Atualmente isso é possível porque as centrais estaduais de registros não se comunicam. Com o RIC, além da existência do cartão com chip, os Estados terão centrais digitais que compartilharão os dados com uma base da Polícia Federal.
Outro apelo é a disseminação dos serviços eletrônicos do governo. "A inclusão do certificado digital, que identifica o cidadão perante os sistemas, permite a massificação do uso dos serviços pela internet", diz Renato Martini, presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação.
No entanto, a massificação ainda depende da maior oferta de serviços pelos órgãos públicos e também da disposição dos portadores do RIC de habilitar a função de certificado digital no cartão.
Hoje, com baixa escala, o custo para emitir um certificado digital varia de aproximadamente R$ 160 a R$ 450, dependendo dos serviços desejados.
Fonte: Jornal Folha de S. Paulo
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