O brasileiro casou mais e se divorciou menos em 2013, em comparação com 2012. É que mostrou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao divulgar nesta terça-feira a pesquisa "Estatísticas do Registro Civil" de 2013.
O instituto apurou que o número total de casamentos no ano passado foi de 1,1 milhão, 1,1% acima de 2012. Foram 11,037 mil casamentos a mais entre 2012 e 2013. Mesmo com o aumento, a taxa de nupcialidade – diferença entre o número de casamentos para cada mil habitantes ?, se manteve estável no mesmo período, em 6,9 por cada mil habitantes com 15 anos ou mais de idade.
Para o IBGE, esse cenário reflete as mudanças nos padrões de composição de arranjos conjugais e familiares, como facilidades legais e administrativas para obtenção de divórcio ? que possibilitam novas uniões legais e a procura de casais para formalização de uniões já existentes ?, e programas de casamentos coletivos.
Entre as grandes regiões, a maior concentração de casamentos em 2013 ocorreu no Sudeste, com 48,2% do total; seguido por Nordeste (23,4%); Sul (12,7%); Centro-Oeste (8,5%) e Norte (7,2%). Entre os estados, São Paulo mostrou o maior número absoluto de casamentos no Brasil em 2013, com 278,3 mil – em torno de 55,1% do total do Sudeste. Já o estado que mostrou menor número absoluto de casamentos do país foi o do Amapá (1,948 mil).
Em contrapartida, no ano passado, o IBGE apurou 324,9 mil divórcios em primeira instância e sem recursos ou por escrituras judiciais, número 4,9% inferior ao número de 2012. Isso, na prática, representou 16,679 mil divórcios a menos entre 2012 e 2013. Diferente do que ocorreu com casamentos, esse resultado influenciou a taxa geral de divórcios – quantidade dividida por mil habitantes ?, que se reduziu de 2,49 para 2,33 divórcios para cada mil habitantes de 20 anos ou mais de idade, no mesmo período.
Entre as grandes regiões, a maior taxa geral de divórcios em 2013 ficou com Centro-Oeste (3,1), seguido por Sul (2,6); Sudeste (2,4) Norte (2,2) e Nordeste (1,9). Entre os Estados, a maior taxa de divórcios no ano passado ficou com Roraima (4). Já a menor taxa foi registrada no Amapá (0,9).
O instituto também detalhou o andamento dos divórcios por faixa etária e gênero no país, em 2013. De acordo com o IBGE, a taxa de divórcio mais elevada foi registrada na faixa etária de 40 a 44 anos de idade entre as mulheres (6,4); e na de 45 a 49 anos entre os homens (6,89).
Nascimento
O indicador de sub-registro de nascimentos no País ? crianças não registradas no próprio ano de natalidade, ou até o fim do primeiro trimestre do ano posterior ao nascimento ?, atingiu em 2013 o mais baixo patamar em uma década. Esse indicador foi de 5,1% em 2013, inferior ao de 2012, de 6,7%; e menos da metade do observado em 2003, de 18,8%.
Na análise do instituto, isso sinaliza grande avanço da cobertura do registro civil de nascimentos no país. De maneira geral, o ano de 2013 indicou tendência de diminuição no número de nascimentos e de queda na estimativa do sub-registro, indicou o instituto. No ano passado, foram registradas 2,973 milhões de crianças, sem especificação de lugar de residência da mãe, 1,3% abaixo de 2012 (3,015 milhões).
O IBGE lembrou que o indicador de sub-registro é calculado a partir da razão entre a diferença do número de nascimentos estimados para uma população, e dos nascidos vivos informados pelos cartórios ao IBGE; em relação ao número de nascimentos projetados para a população residente em determinado espaço geográfico.
Óbitos
Mais de dois terços dos óbitos de bebês menores de um ano registrados em 2013 aconteceram antes dos trinta primeiros dias de vida, de acordo com o IBGE. Segundo o instituto, foram contabilizadas 1,180 milhão de mortes no ano passado, das quais 31.900 foram de crianças com menos de um ano de idade. O instituto ressaltou que 67,4% dos óbitos de menores de um ano de idade ocorreram até os 27 dias de vida da criança. Ou seja: a mortalidade infantil se concentra mais no componente neonatal (morte precoce, de crianças de zero a seis dias, ou tardia).
Segundo informações citadas pelo IBGE em seu levantamento, estudos mostram que à medida em que o país avança nas questões estruturais relacionadas às áreas de saneamento e de acesso à saúde da gestante e da criança, a tendência é que os óbitos de menores de um ano de idade ocorram mais frequentemente nesse período neonatal – como ocorreu em 2013. De acordo com o instituto, 32,5% dos óbitos infantis podem estar relacionados a "fatores exógenos ligados às condições de vida das crianças", sem detalhar quais fatores são esses.
Fonte: O Globo Online
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