A contadora Carla Simone, 44 anos, nunca imaginou que um dia encontraria seu futuro marido, José Roberto, 49 anos, pela internet. Os dois se conheceram há cinco meses, em uma sala de bate-papo, e a partir daí, nunca mais pararam de trocar mensagens. Após inúmeros telefonemas, eles marcaram o primeiro encontro em um missa, onde José levou a mãe para conhecer Carla. “Quando a vi pela primeira vez disse para mim mesmo que ela seria a minha esposa, e minha mãe aprovou na hora”, contou aos risos.
O interesse dos dois foi recíproco e após um mês de namoro eles já estavam morando juntos, no bairro Cohab. Segundo os noivos, a convivência é um aprendizado. Questionada sobre o que deseja para o futuro, Carla não exita: “Ser feliz e ter sabedoria para levar o casamento até o final de nossas vidas”. Eles e mais 114 casais participaram, no último sábado, da 5ª Edição do Casamento Comunitário promovida pela Justiça, no Sesi de Porto Velho. Os noivos foram atendidos pelos Cartórios de Registro Civil da Capital sobre a coordenação do juíz de Direito, Amauri Lemos, titular da 2ª Vara de Execução Ficais e Registros Públicos. Para o juíz, o evento é uma oportunidade, celebrada pela Justiça e parceiros, na realização dos sonhos das pessoas. “Uma cerimônia de casamento nos dias de hoje é muito cara e muita gente não tem condições de promover isso”, comentou.
Segundo ele, um casamento civil custa em média R$ 300. Amauri disse ainda que a “instituição casamento” é um direito civil garantido por lei e nada melhor que o Estado assegurá-lo. “Esses casais só querem um documento que oficialize a sua união, já que muitos moram juntos há anos”, explicou.
Conforme o juiz, para participar da cerimônia os noivos tiveram que apresentar a cédula de identidade, comprovante de residência, comprovante de renda/CTPS e duas testemunhas, além de levar a certidão de nascimento, no caso dos solteiros, certidão de casamento anterior com a averbação do divórcio, no caso de divorciados e certidão de casamento e a certidão de óbito, no caso do cônjuge os viúvos.
Durante o evento, os casais receberam também “Curso de Noivos”, divididos em palestras: I – O propósito de Deus para Família; II – Vida Conjugal; III – Criação dos Filhos; IV – Orçamento Doméstico e V – Direito da Família.
Um dos casais que estavam participando das palestras era Elisangela Limoeiro e Sadinoel Lima. Eles se conheceram há oito meses na construção da usina hidrelétrica de Jirau. Elisangela trabalhava, no refeitório e Sadinoel, no transporte da empresa. “Todo dia ele ia lá conversar comigo”, disse. Entretanto, foi um incêndio que aconteceu na empresa que aproximou o casal. “Depois de mais um mês de paquera ele me pediu em namoro”, contou Elisangela. O casal, que está há sete meses morando junto, pretende construir uma casa e ter filhos no próximo ano.
Outro casal ansioso para dizer o tão esperado “sim”, era Dina Andrade, 38 anos, e Moises Duarte, 45 anos. Eles se conheceram em 1995, quando Dina foi morar na casa de dona Nilce, mãe de Moises. Mas a primeira impressão
dela não foi boa. “Achei ele muito feio”, disse às gargalhadas. Porém, Dina nem desconfiava que já gostava de Moises, quando contou ao noivo que teve um sonho com ele. “Quando ela me disse isso, a gente se beijou”, lembrou o noivo. Vivem 16 anos juntos e têm três filhos adolescentes. O projeto é uma idealização do Poder Judiciário com apoio do Sesi-RO, entidades religiosas e parceiros, com objetivo de atender à comunidade de Porto Velho, por meio do exercício da cidadania e a execução dos direitos civis. Cerca de 570 certidões já foram expedidas em edições anteriores.
Fonte: Diário da Amazônia
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