Um casal de Timóteo (a 216 km de Belo Horizonte) luta na Justiça pelo direito de ensinar seus filhos em casa. Adeptos do “homeschooling” (ensino domiciliar), movimento que reúne 1 milhão de adeptos só nos EUA, eles tiraram os filhos da escola há dois anos -, o que é proibido pela legislação brasileira. Eles atribuem a decisão “à má qualidade do ensino do país”.
O casal responde a processos nas áreas cível e criminal – se condenados, podem perder a guarda dos filhos. Na semana passada, na audiência do processo criminal movido contra eles, por abandono intelectual, o juiz Ronaldo Batista ouviu os dois filhos (15 e 14 de idade), que garantiram não terem sido obrigados pelos pais a deixarem a escola.
Os dois também respondem a uma ação cível por infringir o Estatuto da Criança e do Adolescente, que já resultou em uma condenação: pagamento de multa de 12 salários mínimos e obrigação de rematricular os filhos. O casal recorreu da decisão, já encaminhada ao TJ de Minas Gerais.
“É um absurdo. Estão tratando a gente da mesma forma que tratam os pais que negligenciam a educação dos filhos, que os retiram da escola para pedir esmola nos sinais”, diz Nunes, 44, designer gráfico autodidata, que abandonou os estudos formais no primeiro ano do ensino médio. A mulher é decoradora e cursou até o segundo ano da faculdade de arquitetura.
Para demostrar que o ensino em casa é eficiente, Cléber Nunes diz ter incentivado os filhos a prestar o vestibular na Fadipa (Faculdade de Direito de Ipatinga), escola particular da região, no início do ano. Eles foram aprovados em 7º e 13º lugares. O resultado virou peça de defesa no processo.
Fonte: Espaço Vital
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