Recivil
Blog

Arpen Brasil se reúne com representantes do INSS para debater fraudes no sistema previdenciário

 

No último dia 30 de março, o diretor da Arpen Brasil, Nilo de Carvalho Nogueira e o assessor jurídico da entidade, Claudinei Turatti, se reuniram em Brasília com representantes do INSS para debater as fraudes constantes que se abatem sobre o sistema previdenciário nacional.

Segundo dados publicados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), os cartórios seriam os responsáveis pelo pagamento indevido de benefícios da previdência a segurados mortos. A Arpen Brasil esclareceu na época que os cartórios de Registro Civil não podem ser responsabilizados pelo pagamento de benefícios do INSS a segurados mortos. Segundo a entidade, os oficiais de Registro Civil das Pessoas Naturais são obrigados, por lei, a enviar ao INSS, até o dia 10 de cada mês, a relação dos óbitos registrados no mês anterior. O repasse dos dados é feito, também, pela internet, assim como são disponibilizados ao IBGE, a cada três meses.

“A afirmação do Tribunal de Contas da União (TCU) de que os cartórios são os responsáveis pelo pagamento de benefícios a segurados mortos não faz o menor sentido. O Judiciário é responsável por fiscalizar os cartórios. Se não mandamos esses números, pagamos uma alta multa. Não podemos ser penalizados pela falha dos sistemas de outros órgãos”, afirmou o presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen- Brasil), Paulo Risso.

Para evitar esse tipo de transtorno e numa iniciativa que pretende fechar o cerco aos fraudadores do sistema, a Arpen Brasil e o INSS se reuniram para discutir as mudanças necessárias que devem ser implantadas para evitar as fraudes.

Segundo Claudinei Turatti, a intenção é de que haja novas reuniões para que se descubra onde estão os erros de ambas as partes. “A Arpen Brasil vê esses encontros como medidas de impacto imediato, efetivas de combate a fraudes, que é hoje um dos maiores problemas enfrentados pela previdência”, afirmou Turatti. 

O presidente da associação, Paulo Risso, esclareceu ainda que a entidade está em constante contato com o INSS, com o presidente Valdir Simão, assim como com o Ministro da Previdência, José Pimentel, para aprimorar o envio dos dados dos cartórios que ainda não são informatizados. “Infelizmente, ainda há regiões em que o acesso à internet é precário, como no interior do Amazonas, Pará e Nordeste, tornando impossível o envio por meios eletrônicos dos dados do registro civil em tempo hábil, conforme a legislação vigente. O que fazem esses titulares é enviar por meio de correspondências ao INSS. Possivelmente, o órgão com acúmulo de serviços habitual não consegue digitalizar todas as informações, o que acarreta atrasos na base”, salienta.

 

Fonte: Arpen-Brasil

 

Posts relacionados

Itália reduz tempo mínimo de separação prévia antes do divórcio

Giovanna
11 anos ago

Bem de família pode ser penhorado para garantir pensão alimentícia decorrente de acidente de trânsito

Giovanna
12 anos ago

Noah e Ayla são destaques do ranking de nomes de bebê em 2021

Giovanna
4 anos ago
Sair da versão mobile