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Arpen-Brasil Mulher, projeto da Diretoria Social da Arpen-Brasil, homenageia Maria Cândida Baptista Faggion durante o Conarci 2025

Durante o 31º Conarci, a Arpen-Brasil reconheceu registradoras civis pioneiras na atividade

Mulheres pioneiras do Registro Civil foram celebradas no lançamento do Arpen-Brasil Mulher, projeto da Diretoria Social da Arpen-Brasil, realizado durante o 31º Congresso Nacional de Registro Civil das Pessoas Naturais (Conarci), de 11 a 13 de setembro de 2025, em Maceió. A iniciativa destacou trajetórias inspiradoras, como a de Maria Cândida Baptista Faggion, representada por Letícia Franco Maculan Assumpção, que recebeu a homenagem em nome da registradora.

Nascida em 28 de abril de 1944, Maria Cândida é bacharel em direito e referência no Registro Civil em Minas Gerais. Desde a infância, acompanhava o pai no cartório do Segundo Subdistrito, onde aprendeu as rotinas do serviço. Em 1966, ingressou formalmente como funcionária e, em dezembro de 1983, assumiu a titularidade do cartório, consolidando o legado familiar.

Ao longo de quase seis décadas, enfrentou desafios e experiências marcantes, como o atendimento a um casal homoafetivo na década de 1980, respeitando seus direitos mesmo diante de barreiras judiciais. Sempre atenta às mudanças legais e tecnológicas, Maria valorizou o estudo contínuo e a atualização profissional.

Entre suas principais contribuições, fundou, em 1990, a Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais de Minas Gerais — que viria a se tornar o Recivil —, presidindo-a por dois mandatos, e participou da criação da Arpen-Brasil e do Colégio Registral, fortalecendo a profissionalização do setor. Destaca-se ainda o Projeto Renascer, iniciado em 1997, que facilitou o registro de nascimento de crianças de famílias com acesso limitado aos cartórios, expandindo-se por todo o estado.

No âmbito pessoal, Maria construiu uma vida familiar sólida ao lado do marido, Carlos, com as filhas Norma e Mariana e quatro netos, conciliando carreira e família com apoio mútuo. Sua trajetória é marcada pela dedicação, ética e humanismo, inspirando colegas, profissionais em formação e futuras gerações do Registro Civil.

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