A Câmara de Deputados da Argentina converteu em lei nesta quarta-feira (1º) o novo Código Civil e Comercial unificado, que contempla aspectos de grande impacto social, como adoção, divórcio e acordo pré-nupcial.
O projeto, aprovado por 134 votos do bloco governista após a oposição abandonar o plenário, havia recebido o aval do Senado no ano passado.
O novo Código Civil, que entrará em vigor em janeiro de 2016, simplifica os trâmites de adoção – uma crescente demanda social diante da burocracia atual – e permite que casais do mesmo sexo ou pessoas solteiras com mais de 25 anos adotem crianças.
Em relação à separação conjugal, o novo Código prevê o chamado "divórcio rápido", que pode ser solicitado de forma individual ou conjunta, sem a necessidade de apresentação de motivos à Justiça que justifiquem a dissolução.
A nova legislação mantém o acordo de comunhão parcial de bens no casamento, mas também admite acordos pré-nupciais sobre a eventual divisão de bens com a separação.
O Código acata ainda direitos adquiridos através de uma série de leis adotadas na última década, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, identidade de gênero e direitos dos consumidores.
Aborto
A nova legislação é restritiva em relação ao aborto, "determinando que a existência da pessoa humana começa com a concepção", em sintonia com a posição da Igreja Católica.
Atualmente, existem vários projetos para descriminar a interrupção voluntária da gravidez, que contam com o apoio de numerosos legisladores da governista Frente para a Vitória, apesar da conhecida posição antiaborto da presidente Cristina Kirchner.
O Código Civil anterior remonta a 1871 e a nova legislação foi redigida por uma comissão especial integrada por mais de 100 juristas, liderados pelo presidente da Suprema Corte, Ricardo Lorenzetti.
Fonte: G1
Posts relacionados
ARQUIVOS
- agosto 2025
- julho 2025
- junho 2025
- maio 2025
- abril 2025
- março 2025
- fevereiro 2025
- janeiro 2025
- dezembro 2024
- novembro 2024
- outubro 2024
- setembro 2024
- agosto 2024
- julho 2024
- junho 2024
- maio 2024
- abril 2024
- março 2024
- fevereiro 2024
- janeiro 2024
- dezembro 2023
- novembro 2023
- outubro 2023
- setembro 2023
- agosto 2023
- julho 2023
- junho 2023
- maio 2023
- abril 2023
- março 2023
- fevereiro 2023
- janeiro 2023
- dezembro 2022
- novembro 2022
- outubro 2022
- setembro 2022
- agosto 2022
- julho 2022
- junho 2022
- maio 2022
- abril 2022
- março 2022
- fevereiro 2022
- janeiro 2022
- dezembro 2021
- novembro 2021
- outubro 2021
- setembro 2021
- agosto 2021
- julho 2021
- junho 2021
- maio 2021
- abril 2021
- março 2021
- fevereiro 2021
- janeiro 2021
- dezembro 2020
- novembro 2020
- outubro 2020
- setembro 2020
- agosto 2020
- julho 2020
- junho 2020
- maio 2020
- abril 2020
- março 2020
- fevereiro 2020
- janeiro 2020
- dezembro 2019
- novembro 2019
- outubro 2019
- setembro 2019
- agosto 2019
- julho 2019
- junho 2019
- maio 2019
- abril 2019
- março 2019
- fevereiro 2019
- janeiro 2019
- dezembro 2018
- novembro 2018
- outubro 2018
- setembro 2018
- agosto 2018
- julho 2018
- junho 2018
- maio 2018
- abril 2018
- março 2018
- fevereiro 2018
- janeiro 2018
- dezembro 2017
- novembro 2017
- outubro 2017
- setembro 2017
- agosto 2017
- julho 2017
- junho 2017
- maio 2017
- abril 2017
- março 2017
- fevereiro 2017
- janeiro 2017
- dezembro 2016
- novembro 2016
- outubro 2016
- setembro 2016
- agosto 2016
- julho 2016
- junho 2016
- maio 2016
- abril 2016
- março 2016
- fevereiro 2016
- janeiro 2016
- dezembro 2015
- novembro 2015
- outubro 2015
- setembro 2015
- agosto 2015
- julho 2015
- junho 2015
- maio 2015
- abril 2015
- março 2015
- fevereiro 2015
- janeiro 2015
- dezembro 2014
- novembro 2014
- outubro 2014
- setembro 2014
- agosto 2014
- julho 2014
- junho 2014
- maio 2014
- abril 2014
- março 2014
- fevereiro 2014
- janeiro 2014