Zé, como é conhecido, exibe a identidade com o nome que ele acha ter sido inventado
O limpador de quintais José Carlos da Silva tem 44 anos de idade e ainda hoje não sabe o nome da mãe, do pai, dos irmãos. Ele desconfia até se realmente chama José e da data de seu nascimento. Zé, como é conhecido, expõe o quanto eram falhos os programas de adoção até um tempo atrás. Ele revela que foi criado por um casal rico quando pequeno e abandonado num internato para crianças aos sete anos de idade.
Ele mora hoje em dois cômodos alugados no Jardim Botafogo, um bairro afastado do centro de Campo Grande. Capina quintais de segunda a sábado, pesada tarefa que lhe rende R$ 10,00 diários, quantia que alcança pouco mais de um salário mínimo no fim do mês. Ao menos 70% dessa quantia quitam o aluguel.
Minha vida poderia ser diferente, bem diferente, se eu soubesse de onde eu vim quem sou eu, quem é minha mãe, minha família. Não sei nada disso , reclama o capinador.
José Carlos mostrou ao Midiamax no meio dessa semana sua certidão de nascimento, documento registrado no cartório da família Pedra no dia 27 de maio de 1980, três décadas atrás.
O papel diz que ele se chama José Carlos da Silva, nascido em Campo Grande nessa data: 22/12/1965 e o nome da mãe é Maria da Silva. No resto do registro de nascimento, anotado na folha 237 do livro 185 só aparecem informações evasivas, do tipo: pai desconhecido; avós desconhecidos.
Dourados ou Acre
Zé disse que ouviu dizer que ele nasceu ou em Dourados (MS) ou em alguma cidade do Acre (AC). Quando eu era pequeno soube disso, mas ninguém confirmou essa história depois .
Assim que nasceu ele disse ter sido adotado por um fazendeiro conhecido como Tito e a mulher Deolinda, donos de uma grande propriedade rural. O casal morava em Jatobá, distrito de Jaraguai, a uns 50 km de Campo Grande.
Os fazendeiros quiseram cuidar de Zé porque não tinham filhos, apenas filhas. A adoção, segundo o capinador, durou apenas sete anos. É que a fazendeira deu a luz um menino, daí passou a recusar o adotivo.
Vivi um inferno na casa do tal Tito que falei. Ele me deu uma paulada na cabeça e fiquei com um ferimento que dói até hoje. Tomo remédios controlados agora. A Deolinda batia em minha mão com as costas da faca todos os dias , disse ele mostrando as partes do corpo que teriam sido machucadas quando criança.
Por conta das agressões, Zé Carlos disse ter enfrentado problemas na cabeça , razão que o teria afastado da escola. Sei escrever meu nome e fazer contas, só isso , afirmou.
Aos sete anos de idade, Zé disse ter sido entregue a uma mulher chamada Mércia, que o internou no Educandário Getúlio Vargas, construído há décadas na avenida Coronel Antonino e que até hoje cuida de crianças. Lá morou até os 18 anos de idade.
Nesse período, segundo ele, tentou descobriu o endereço da família, mas não conseguiu. Ouvia histórias cada uma diferente da outra .
Assim que atingiu a maioridade, Zé retornou a fazenda do casal que o teria adotado. Tito e Deolinda, que habitam hoje uma fazenda na cidade de Bandeirantes, perto de Jatobá, segundo o capinador, o deixaram a construir um galpão na área, onde passou a viver como peão.
Retorno ruim
Alguns anos depois, o casal o teria expulsado da área, sem razão aparente. Se eles [Tito e Deolinda] me adotaram eu teria direito até a herança, não é? reclamou o capinador.
Ocorre que José Carlos não tem prova alguma que foi adotado quando pequeno. Seus documentos sustentam que ele se chama José Carlos da Silva, a mãe Maria da Silva e que o pai é um desconhecido.
Fonte: Midiamax News – MS
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