O estado representou 9,3% dos nascimentos no Brasil em 2022; quantitativos apresentaram redução nos âmbitos nacional e estadual
Minas Gerais tem retração no número de nascimentos pelo quarto ano consecutivo na série histórica analisada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados acompanham uma tendência do país, que também apresenta redução de registros no mesmo período e chega ao menor patamar desde a década de 70.
Segundo relatório com dados do Registro Civil, divulgado nesta quarta-feira (27/3), dos 2.537.013 nascimentos ocorridos no país em 2022 e registrados em cartórios até o primeiro trimestre de 2023, 235.444 (ou 9,3%) aconteceram em Minas Gerais. Dos nascidos no estado em 2022, 119.821 (ou seja, 50,9%) eram do sexo masculino e 115.608 (49,1%) eram do sexo feminino.
Os quantitativos de nascimentos apresentaram redução nos âmbitos nacional e estadual quando comparados ao ano anterior e com 2012: em Minas Gerais, houve uma queda de 2,8% no número de nascidos em 2022, quando comparado com 2021, e redução de 9,5% em relação a 2012.
Também foram comparados os registros de nascimentos ocorridos em 2022 com a média anual de registros realizados no período de 2015 a 2019, cinco anos anteriores à pandemia de COVID-19. Constatou-se que em 2022 houve uma diminuição de 24,9 mil nascimentos em relação a essa média no estado – o equivalente, em termos relativos, a uma queda de 9,6%.
Intersecções
Outros dados relativos à natalidade no Brasil e em Minas Gerais se mostram favoráveis a pesquisas sobre o comportamento reprodutivo dessas mulheres e às transformações na estrutura etária de cada local. De acordo com o IBGE, a redução da natalidade e da fecundidade no Brasil, sinalizada pelos últimos censos demográficos e somada aos efeitos da pandemia, deve ser considerada no estudo sobre a evolução dos nascimentos no Brasil e em Minas nos últimos anos.
Ao longo dos últimos oito anos, constata-se que menos mulheres se tornam mães na adolescência no estado: houve uma contínua redução das proporções de mães nos grupos etários de menos de 15 anos e de 15 a 19 anos em Minas. As mães com menos de 15 anos eram 0,60% em 2014 e caíram quase pela metade, chegando ao patamar de 0,31% em 2022; as de 15 a 19 anos, que representavam 15,4% do total em 2014, caíram para 9,7% em 2022.
Em contrapartida, a representatividade das mães dos grupos etários mais velhos tem aumentado: em 2022, 48,1% das mães dos nascidos vivos em Minas Gerais tinham de 25 a 34 anos – o que representa um aumento de 1,7 ponto percentual em relação à proporção registrada no estado em 2014.
Na distribuição dos nascidos vivos por mês do nascimento, constata-se que 9,2% nasceram em março, 9,1%, em maio e 8,8%, em abril; por outro lado, outubro (7,3%), setembro (7,7%) e novembro (7,8%) foram os meses com menos nascimentos no estado em 2022.
A partir do número de nascimentos, segundo o grupo etário da mãe e da população de mulheres de cada um desses grupos, é possível realizar estudos sobre o comportamento reprodutivo dessas mulheres e, assim, com os demais indicadores demográficos, acompanhar as transformações na estrutura etária do país.
Fonte: Estado de Minas
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