Um deles passou a madrugada na fila para conseguir uma vaga; evento é realizado há 8 anos em Sorocaba
Nunca se ouvi tantos “sim” no país. A Síntese dos Indicadores Sociais de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que o número de casamentos no país cresceu 7,7%. Os dados são os mais recentes divulgados, com base em números da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio).
A partir desta informação é possível entender a procura pelo Casamento Comunitário que, em Sorocaba, está na oitava edição. Sábado (11), os 200 primeiros casais que chegaram à Secid (Secretaria de Cidadania), conseguiram uma vaga no evento.
Para garantir a oportunidade, não faltou sacrifício. O maior exemplo foi o da professora Margarida Aparecida Soares, 42 anos, e do técnico de manutenção Amauri Catarino Júnior, 41. Eles não quiseram correr o risco e atrasar o sonho de oficializar a união que já dura três anos: à meia-noite de anteontem já estavam na porta da Secid. “Moramos no bairro Cajuru. O primeiro ônibus para vir a Sorocaba é depois das 5h e como são só 200 vagas, ficamos com medo de não conseguir a inscrição”, conta Margarida.
Foi uma longa madrugada para o casal, acompanhado pelo genro, que também buscava a chance de casar.
Ora em pé, ora sentados, Margarida e Amauri puderam observar todo o movimento da região central, impulsionado pelo início do fim de semana. “Passamos um pouco de medo pelo movimento de pessoas. Tinha gente passando, indo ou vindo da balada”, diz, lembrando que só tiveram mais companhia às 4h, quando chegou o terceiro casal da fila.
Enquanto isso, para piorar a situação, veio a chuva. “Ficamos procurando uma cobertura ali por perto para nos abrigar e ficamos por lá. No fim, deu tudo certo”, completa.
Reencontro/Amauri foi o primeiro namorado de Margaridal. Um namorico, na verdade, coisa de criança e dos tempos da escola em que frequentavam em Guarulhos.
Logo eles cresceram e nunca mais se viram. Cada um seguiu seu rumo, casou, divorciou. Até que se reencontraram há três anos e resolveram retomar o relacionamento. “Viemos para Sorocaba para começar do zero, para ter uma vida nova”, diz.
Segundo ela, a fase agora é de um amor maduro, onde ambos já sabem o que desejam e por isso o casamento será um marco. “Somos evangélicos e o fato de não sermos casados sempre nos incomodou”, destaca.
Este mesmo sentimento é da balconista Adriana Pereira de Lima, 30, e do metalúrgico Ronaldo Batista, 51, juntos há 12 anos. “Agora tudo vai mudar. Vou me sentir realmente casada”, brinca ela. “Não gostava de falar que era solteira, era estranho”, completa, lembrando que o valor de cartório também sempre foi um impeditivo.
O maçariqueiro José Antonio de Oliveira, 64, e a auxiliar de serviço Abigail Pinto, 56, estão ansiosos pelo casamento que, segundo eles, será a oportunidade de também trazer segurança pelo acerto legal. “O amor é o mais importante de tudo, mas casar também dá proteção”, diz José.
Denise, a primeira-dama casamenteira
A primeira dama Denise Lippi não tenta, e também não conseguiria, disfarçar a satisfação por realizar pelo oitavo ano consecutivo o Casamento Comunitário.
O projeto de reunir 200 casais e promover a união coletiva, conta, nasceu de um pedido inusitado que surgiu enquanto ela participava da primeira campanha do marido Vitor à prefeito. “Estávamos passando no meio das pessoas e alguém falou disso, pedindo ‘casa nós?”, lembra. “Até hoje não sei se eles casaram, se já participaram aqui com a gente. Queria ter esta notícia”, reflete, bem-humorada.
O evento é comum em outras cidades da região, mas o modelo bem-sucedido de Sorocaba, que consegue arregimentar um grande time de colaboradores, acabou ganhando o reconhecido de outras prefeituras, como a de Porangaba. O sucesso do casamento encabeçado pela primeira-dama é tanto que ela não escapou de situações pitorescos como o sincero e inusitado pedido que recebeu de algumas mulheres, durante um evento. “Elas me pediram para arrumar maridos para elas.
Falei que isso seria complicado porque eu poderia arranjar alguém que elas não iriam gostar e que o melhor era que elas mesmas escolhessem os noivos, para não ter erro”, brinca, sábia.
Mais de mil casais
O Casamento Comunitário já realizou o sonho da união formal de mais de mil casais. Em toda edição, além da festa, com direito à bênção ecumênica, os noivos também ganham o registro do casamento civil sem despesa alguma em cartório.
R$ 283
é quanto custa o registro de casamento em um cartório
Reunião no dia 25
Os 200 casais inscritos terão um encontro no dia 25 de fevereiro para a escolha dos cartórios onde irão se casar. De acordo com a primeira-dama Denise Lippi, os noivos podem escolher em quais cartórios podem se casar: são dois no Centro, um no Éden e outro em Brigadeiro Tobias.
Sorteio de brindes
Todos os noivos participam de uma grande festa com sorteio de brindes , doados por parceiros. “Também não falta bolo e tapete vermelho, pois é um momento especial. É como manda o figurino”, diz Denise.
Atenção
Preparem-se, noivos! Dia 5 de maio, às 14h, será realizada a festa do Casamento Comunitário no Recreativo Campestre
Os primeiros
A professora Margarida Aparecida Soares e o técnico de manutenção Amauri Catarino Júnior assinam a ficha de inscrição depois de permanecerem nove horas em frente à Secretaria de Cidadania, no Centro. Há três anos eles moram em Sorocaba onde pretendem construir vida nova
Fonte: Rede Bom Dia
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