IPATINGA Apesar de ser historicamente conhecido como Mês das Noivas , estudos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que Maio já deixou de ser a época preferida pelos casais para a realização dos casamentos. As estatísticas, datadas de 2008, mostram que os brasileiros estão optando por realizarem os matrimônios nos últimos quatro meses do ano setembro, outubro, novembro e dezembro. As menores médias são registradas em fevereiro e em agosto. Apesar de alguns considerarem o casamento uma instituição falida , a realidade parece bem outra. Num período de dez anos, entre 1998 e 2008, houve um aumento de 34,8% na quantidade de casamentos, sendo realizados em 2008 um total de 959.901. Ipatinga, seguindo a regra, também tem registrado um aumento significativo da quantidade de matrimônios realizados. No ano passado, somente um cartório, que fica no Centro, registrou 1.349 uma média de 112 a cada mês ou quase quatro a cada dia.
Nos primeiros cinco meses de 2010 (janeiro a maio), foram constatadas 473 uniões num único cartório em Ipatinga, sendo 106 em janeiro, 82 em fevereiro, 77 em março, 100 em abril e 108 em maio, estabelecendo uma média mensal de 94 casamentos. Pode-se observar que maio ainda foi o mês casamenteiro , mas o auxiliar do cartório ipatinguense, Felipe Leonardo dos Reis, disse que é bem provável que essa marca seja batida no segundo semestre.
O mês de maio foi intitulado como o Mês das Noivas por influência da Igreja Católica, uma vez que é aquele consagrado a Maria, mãe de Jesus Cristo. Outro fator que teria contribuído para a associação com as noivas seria a comemoração do Dia das Mães sempre no segundo domingo de maio.
A cerimônia tradicional do casamento ocidental se firmou entre os anos de 1534 e 1539. A partir dessa data tornou-se um ato público, onde inúmeras pessoas eram convidadas para a celebração e sempre contavam com a presença de um representante da igreja para presidir a cerimônia. Hoje em dia a situação mudou, sendo comuns os casos em que as casais só se casam no cartório, somente realizando o registro civil e sem a celebração religiosa.
Mudança de foco
Ao longo dos anos, dezembro, sim, assumiu a alcunha de Mês das Noivas, tornando-se a data mais procurada. Apesar de não existirem estudos científicos sobre o assunto, acredita-se que a influência tenha sido de ordem econômica. Dezembro é uma época em que são oferecidas ótimas condições aos trabalhadores, como os abonos extras pagos no final do ano, como o 13º salário, além de muitas vezes também as férias estarem programadas para o período. Essa renda extra com certeza ajuda nos gastos da festa, como vestido, terno, decoração, preparativos da festa, lua-de-mel, entre outras coisas. Além disso, este período é bastante festivo em virtude das comemorações de fim de ano (Natal e Ano Novo).
Por outro lado, os meses menos procurados são Fevereiro e Agosto. Fevereiro talvez devido justamente por ser um período no qual as pessoas estão voltando das férias, quando normalmente os gastos são maiores. Com relação à queda acontecida em agosto, pode-se justificar ainda pela crendice popular. Assim como maio era o Mês das Noivas, agosto costumava ser o mais evitado por elas. Na Idade Média este era o mês do celibato, ou seja, do solteirismo. Era quase um pecado realizar casamentos neste período, popularmente conhecido como o mês do desgosto , do mau agouro .
Para o auxiliar do cartório de Ipatinga, Felipe Leonardo, as pessoas não estão mais levando muito em consideração essas simbologias ao marcarem as datas de seus respectivos casamentos. Pode até haver uma variação entre um mês e outro, mas é uma diferença muito pequena. Acho que as pessoas levam mais em consideração o lado financeiro mesmo do que os costumes antigos , disse. Prova disso é que foram registrados 108 casamentos em maio, o tradicional Mês das Noivas, contra 106 em abril, ou seja, apenas dois de diferença. Homens e mulheres estão se casando mais tarde, mostra estudo Os estudos do IBGE ainda mostraram que os números absolutos e relativos da quantidade de casamentos também aumentaram bastante, sendo uma constante crescente. Entre 1998 e 2008, com destaque para o período entre 2003 e 2008, foi observado um acréscimo no índice de registros de matrimônio, que passou de 5,8 por cada grupo de mil pessoas para 6,7/mil. Foi comprovado também que os homens e mulheres estão se casando mais tarde. Em 2008, a maior taxa de nupcialidade entre as mulheres permaneceu no grupo etário de 20 a 24 anos (29,7 por mil), que em 1998 chegava a 31,6 por mil. Já o índice de nupcialidade de mulheres mais jovens, de 15 a 19 anos (16,3 por mil), em 2008 foi significativamente inferior ao observado em 1998 (22,6 por mil). Contudo, a taxa eleva-se consideravelmente entre as mulheres na faixa entre 25 e 29 anos, indo de 19,4 por mil para 28,4 por mil. Já os homens tiveram índice de casamentos mais elevado no grupo cujas idades estão compreendidas entre 25 e 29 anos (32,7 por mil), sendo este valor mais elevado que o observado em 1998 (29,3 por mil). Para todos os grupos de homens, a partir de 25 anos, as taxas de nupcialidade aumentaram com o passar dos anos.
Fonte: Jornal Vale do Aço
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